Duo Desert Killers injeta influências de stoner rock e riffs afiados em “Mirage”, seu primeiro disco

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Desert Killers

O duo Desert Killers acaba de lançar seu primeiro disco, “Mirage”, com mixagem de Rodrigo Funai e masterização de Felipe Tichauer. O primeiro single, “Can I Go?” é forte candidata a hit do disco, com riff ganchudo e refrão chiclete, mas sem perder o lado stoner da dupla, que também cita influências de Gary Clark Jr., Pink Floyd e até Feist em seu som. O caldeirão sonoro da dupla junta à estas influências um pouco de folk e psicodelia para engrossar o caldo. O disco conta com as participações de Thiago Juliani, do Soldado Marimbondo, Gustavo Rodrigues (que também toca baixo com a banda ao vivo) e a atriz e cantora Dani Moreno, que fez vocais de apoio.

Formada por Matheus Zingano (guitarra e vocais) e Toni Ribeiro (bateria e vocais), a dupla está na ativa desde 2013 e lançou seu primeiro EP, “Ardio”, no ano seguinte. Um dos destaques deste trabalho é “So Bad”, uma daquelas músicas que gruda na cabeça na primeira audição e você fica cantarolando o dia todo sem perceber.

Conversei com Toni sobre a carreira da banda, a proliferação das duplas no mundo do rock, o mundo dos artistas independentes e a cena rock brasileira:

– Como começou a banda?

O Desert Killers começou em 2013 num ensaio meio despretensioso. Queríamos testar uns riffs que o Matheus tinha feito, explorar algumas idéias nesse formato mais enxuto, com os dois cantando. Deu super certo e nesse mesmo dia saímos de lá com as bases dos dois sons do nosso primeiro EP. Na época também tínhamos acabado de sair de uma banda com 7 caras onde a dinâmica era meio truncada e éramos apenas músicos, sem muito espaço pra compor ou cantar. O DK, assim, foi um movimento de amadurecimento artístico.

– Quais são suas principais influências?

As principais pro nosso trabalho com o Desert sem dúvida passam por Rolling Stones, Muddy Waters, Queens Of The Stone Age, Jack White, Gary Clark Jr e Pink Floyd, seja pelo som, postura criativa ou outro aspecto. Mas ouvimos e curtimos muitas outras coisas que atravessam nossas músicas certamente como Arctic Monkeys e Mutemath – pra citar alguns mais novos – até coisas mais suaves como Feist ou dançantes como Chet Faker.

Desert Killers

– Porque o rock está tão cheio de “duos” hoje em dia?

Nem achamos que os duos são muitos assim no rock, apesar de existirem vários ótimos. Mas certamente é um formato que vem sem sendo bem explorado de uns anos pra cá. No nosso caso, optamos por ser um duo devido a uma complementariedade entre eu e Matheus que dá conta do que precisamos, tanto no criar os sons, quanto no produzir e até no tocar em parte. Isso porque ao vivo temos um baixista em boa parte do show com a gente e nas gravações sempre botamos mais coisas além da batera e da guita. No fim somos mais um duo criativo do que purista no sentido de só tocarmos os dois sempre.

– Então o baixo faz falta.

Pois é, faz sim. Por isso sempre gravamos até aqui nos nossos discos e o usamos ao vivo em boa parte do show. Geralmente fazemos 1 ou 2 músicas só os dois mesmos.

– Como é ser uma banda independente hoje em dia?

É lindo e difícil ao mesmo tempo. A Internet e o mercado aberto de música (principalmente via Youtube e streamings) facilitaram a entrada das bandas e seus sons no mundo, deixando-os à mão de quem quiser ouvir, por outro lado aumentou assim a oferta explícita de bandas e uma certa dificuldade decorrente de chamar a atenção para que te ouçam no meio a tantas. Tem que compor bem, gravar, divulgar, cuidar da imagem, da relação com público, administrar redes sociais, ensaiar, marcar show e tocar… Tudo sozinho ou com raras ajudas até que se ganhe mais corpo e mercado. Isso tudo, em geral, tendo que dividir os dias com outros trampos pra fechar as contas. Resumindo, ser banda independente é ótimo mas exige um baita trabalho!

– As rádios ainda dão força para a cena do rock no Brasil?

Olha, ouvimos pouco as rádios porque raramente tocam coisas boas, principalmente daqui do Brasil. No fim, as poucas que tocam rock feito por bandas brasileiras dão força pra aquelas que já são fortes no mercado. As independentes quase nunca são tocadas ou escutadas pelos caras das rádios, que em geral, como os “críticos”, são preguiçosos demais para trabalhar pesquisando e divulgando coisas novas.

– O que vocês acham dos serviços de streaming?

Achamos foda! São mais um exemplo de reinvenção do mercado musical que deu super certo, apesar de ainda estarem ajustando seu modelo de pagamento para melhor satisfazer aos artistas, com razão. No fim, muitos, como nós, não recebemos nada apesar de vários plays. Enfim, costumamos ouvir bastante coisa mesmo, de tudo quanto é canto, principalmente via Spotify e Rdio.

– Como é seu processo de composição?

Nada definido! Às vezes começamos com um riff do Matheus, às vezes com um trecho de melodia, às vezes uma parte da letra, às vezes uma levada de batera… Aproveitamos o que parecer bom e forte o suficiente e trabalhamos em cima.

– O Brasil tem espaço para uma cena rock hoje em dia?

Espaço tem, mas é pequeno. Não temos cultura e um sistema que alimente um mercado viável para muitas bandas. No fim, poucas conseguem se sustentar com o tempo, e aqui mais difícil é para as autorais. Mas nada de novo, a questão é buscar criar demanda e aqui a partir de um som de qualidade e travar conversas e trocas com o mercado e artistas de fora onde muitas vezes bandas como a gente – que canta em inglês também – têm algum espaço.

Desert Killers

– Recomendem bandas (de preferência independentes!) que chamaram sua atenção ultimamente.

Temos ouvido e cruzado sempre com várias bandas boas (de vários estilos e propostas) como músicos. Algumas das que curtimos e que botamos pra escutar mais recentemente são: Dibigode, Soldado Marimbondo, Sent U Feeling, Inky, Ombu, Mairena, Single Parents e Não Há Mais Volta. Mas tem banda boa de sobra!

Ouça o disco “Mirage” aqui:

MC Gorila, ex-Gorila e Preto: “Os outros dizem que eu sou engraçado, mas eu sou é neurótico”

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MC Gorila

Depois de 20 anos integrando Gorila e Preto, uma das dupla mais irreverentes do funk carioca, MC Gorila resolveu que era hora de seguir em carreira solo e buscar novos objetivos. Lógico que ele não largou a veia cômica que foi sempre o pilar de seu trabalho: músicas como “Mamãe Passou Petróleo Em Mim”, “Banhadão da Ostentação” e “Boneco de Olinda” continuam em seu show, assim como o mega hit dos abraços enlouquecidos “Agarra”.

Agora, Gorila ataca com as novas músicas “Garçom”, “Os Novinhos Estão Sensacionais” (feita para o público gay) e “Cheio de Sal”, versão sobre ~odores corporais~ para “Safe and Sound”, do Capital Cities que ganhou um clipe e viralizou no Facebook. Gorila sempre foi adepto das versões, mesmo que elas não sejam de funk. Beyoncé, Sean Kingston, Bragaboys, Shaggy e até transformou “We No Speak Americano”, do Yolanda Be Cool (aquela do ~Pa-panamericano~), em “Pa-Paraibano”.

Conversei com Gorila sobre sua carreira solo, a indústria do funk na mídia, suas versões para músicas famosas e a participação no quadro “Palhaço Gozo” de Hermes e Renato:

– Como está sendo a recepção de “Cheio de Sal”?

Como se diz aqui no Rio, tá estouradaça! É o carro chefe do meu show!

– Como rolou essa versão de “Safe and Sound”? Vocês sempre fizeram versões de músicas de fora do funk, como Beyoncé, por exemplo, né?

Eu tenho essa facilidade de fazer versões das músicas famosas, entendeu? E no funk eu tive quatro versões estouradas, que foram “Te Amo Mas Tu Me Fudeu” (versão de “Beautiful Girls”, de Sean Kingston), uma de “Boombastic”, do Shaggy, “O Movimento É Sem Sal” (de “Bomba”, dos Bragaboys) e essa, “Cheio de Sal”. E ficou maneiro, eu fiz brincando e acabou estourando!

– O seu funk sempre foi para o lado mais engraçado, da comédia. Você se considera um artista de humor?

É um lado engraçado, um mercado que está muito fraco e está crescendo no funk. O funk é classificado de várias formas: funk neurótico, consciente, funk melody… E tem essa ostentação aí também, né, mermão? Tem sacanagem, putaria… tem de tudo no funk, irmão. E esse lado cômico, que é o lado que eu trabalho há 20 anos. Mas eu sou um cara neuróticão. Me considero um cara muito neurótico. Eles que me acham engraçado, mas eu não sou de humor não.

– São 20 anos de carreira. Como você começou?

Foi a “Dança do Gorila”, em 1995, na Furacão 2000, na antiga Filco em São Conrado. Foi a primeira oportunidade. Ia ser Gorila e Preto, mas o Preto preferiu trabalhar e eu me arriscar na carreira. Nós dois trabalhávamos na mesma firma, Papel Principal. Chegando o mês de dezembro, precisavam de ajudante e o Preto era office boy. E ele era um bom office boy, e eu que chamei ele pra esse mundo. (Neste momento, Gorila cantou um trecho de “Dança do Gorila”)

– Por falar no Preto, depois de tanto tempo de carreira, vocês decidiram seguir caminhos separados. O que rolou?

Eu queria partir pra minha carreira solo um dia, e consegui, e tô trabalhando pra isso. Foi 20 anos e eu queria uma coisa nova. 20 anos não é 5 dias, um mês, 2 anos. 20 anos é 20 anos. Cada um seguiu seu caminho e legal. Cada um seguiu seu objetivo, já que nenhum de nós ainda conseguimos nossos objetivos. Aí eu segui por um caminho e ele por outro, entendeu? E assim vai, a amizade continua e tudo OK. Ele continua a carreira dele, eu continuo a minha e vamos que vamos.

MC Gorila

– Você acha que o funk é visto com preconceito?

Antes era mais, agora ainda rola um pouco…

– Vocês participaram algumas vezes do programa Hermes e Renato. Como rolou isso?

Os caras são cria lá de Petrópolis, então eram fãs da gente. Aí eles sempre assistiam nossos shows lá no Petropolitano e iam falar com a gente. Então eles viram um videoclipe e entraram em contato com a gente pra gravar com eles. Numa boa, tranquilão, aí fomos fazer uns eventos, curtimos umas noites lá e aproveitamos e já fizemos uns programas com eles. Um deles até me roubou, roubaram minha camisa!

– Roubaram sua camisa?

Roubaram uma camisa minha dos Simpsons que eu amava (e que eu amo) da Cavalera. Roubaram minha camisa da Cavalera. Mas não tem problema: quando eu voltar lá eu roubo eles. Tranquilidade!

– A mídia abraçou o funk?

Pô, então, agora eu acho que a mídia tá com o funk e muito! Só que pra alguns ainda tá faltando oportunidade…

– Que sons você curte ouvir fora do funk?

O que tá me inspirando agora, que eu demorei a me adaptar e os moleques de São Paulo já estavam vendo faz muito tempo atrás e eu não consegui reparar, porque eu tava muito cego: a nova geração do hip hop americano chegou pra dar um drible de novo aqui no Rio de Janeiro. Não só no Rio de Janeiro, né,  já que o funk não é mais só no Rio, é em todo o Brasil… O hip hop americano tá botando pra foder. É isso aí mermo. Tá mostrando como se faz: chega de rostinho bonito na televisão. Mais vale ser um cara bom com talento no palco, algo que tá faltando no mercado brasileiro: talento. Porque, porra, um rostinho bonito e sem talento tá estragando tudo. É o que tá acontecendo: tá fazendo o funk clássico voltar de novo. Essa nova geração de funk do Rio de Janeiro só é bom de rádio, mas quando vai ver ao vivo não é aquilo, e é por isso que o funk antigo tá voltando. Por isso que os MCs da antiga estão voltando de novo: as pessoas pensam que o que vão ouvir na rádio é a mesma coisa que vai rolar no show e não é o que acontece. O povo quer ver talento, sentimento, quer ver o show. E assim complica.

– O que você acha de artistas de funk que mudam de estilo assim que fazem sucesso, como por exemplo Naldo e Anitta?

Perde a essência, perde a raiz, né, cara. O Naldo nem tanto, mas já não é funk. E não consegue voltar pra origem: esses MCs que mudam o estilo e viram global não conseguem voltar e acompanhar o funk, que muda direto. Esses que mudam de estilo não conseguem voltar de novo.

– Qual a principal diferença do funk do Rio pro de SP?

O dinheiro! Os caras são mais profissionais em São Paulo.

“Funky Drummer”, de James Brown, é oficialmente a música mais sampleada de todos os tempos

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“Funky Drummer” é oficialmente a música mais sampleada de todos os tempos, com quase 2.000 samples. A música de James Brown, gravada em 1969 em Cincinnati, Ohio, foi lançada pela King Records em um single em 1970. A música é uma daquelas clássicas de James Brown onde o Godfather se comporta praticamente como um maestro, e seus vocais são basicamente uma condução aos membros da banda. O nome da música é graças aos solos do baterista Clyde Stubblefield.

São quase 2.000 samples, então não dá pra citar todos aqui, mas vamos a alguns que usaram toda a ginga de Brown e sua banda:

“Let Me Ride”, de Dr. Dre feat. Snoop Dogg, Jewell e Ruben Cruz

“Fight The Power”, do Public Enemy

“Mama Said Knock You Out”, do LL Cool J

“Save Me”, de Nicki Minaj

“Fuck The Police”, do NWA

O tema das Meninas Superpoderosas

“Scarlet Begonias”, do Sublime

“Run’s House”, do Run DMC

“Shadrach”, dos Beastie Boys

“Give The Drummer Some”, dos Ultramagnetic MCs

“The Magic Number”, do De La Soul

“The Next Movement”, do The Roots

“Kick the PA”, por Korn e Dust Brothers

“I Am Stretched On Your Grave”, de Sinéad O’Connor

“Separate/Together”, do A Tribe Called Quest

“Freedom ’90”, do George Michael

“Shirtsleeves”, do Ed Sheeran

“Pânico na Zona Sul”, dos Racionais MC’s

“Original Gangster”, do Ice T

E isso são apenas alguns dos que já samplearam a música. A lista completa você encontra aqui. (Vai demorar pra você ouvir tudo, já vou avisando!)

 

 

Duo The Niuzz, da Argentina, faz electrorock energético com toques de punk e glam rock

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The Niuzz, da Argentina

Rocko Rainoldi e Ludmila Fazzari são o duo The Niuzz, que faz electrorock cheio de influências de punk rock, pós punk e new wave em sua composição. Quantas vezes eles tocaram ao vivo até agora? Zero. Mas isso não significa que eles não tenham criado um monte de música. Afinal, hoje em dia as redes sociais estão aí pra levar o som das bandas para todo o mundo direto de suas garagens. “Para nós é, hoje, a única ferramenta que usamos para mostrar o que fazemos. É incrível onde chegamos com a ajuda do Facebook, Twitter, Soundcloud, Reverbnation, Youtube”, dizem.

Conversei com a dupla sobre a vida de artista independente, o rock nacional argentino, a divulgação via internet e a relação deles com o Brasil:

– Como a banda começou?

A gente se juntou em 2013, com algumas músicas que a Ludmila queria gravar. A coisa começou a fluir tão naturalmente que, ainda hoje, continuamos sem parar, criando, fazendo e procurando nosso caminho!

– E de onde veio o nome da banda?

Nós escolhemos o nome pelo seu som, rítmico. Não significa nada em particular, mas para nós é como um raio que cai do céu, a inspiração. Se eu tivesse um som: NZZ!

– Quais são suas maiores influências?

A verdade é que muitas! De Ramones a Britney Spears, nós dois temos um passado musical muito amplo. Há alguns meses atrás, Rocko era o baterista dos Tormentos (banda instrumental de surf music). Inclusive eles tocaram algumas vezes no Brasil. Ludmila tinha uma banda de rockabilly…

– E como isso influenciou o som atual de vocês? Como vocês definiriam o som do The Niuzz?

De alguma maneira, juntamos o que mais nos atrai em cada estilo e tentamos não nos encaixar em nenhum. Acredito que nossa formação foi essencial com todo o background com que já contávamos. Hoje com certeza temos mais liberdade em compor sem limites de estilo. Tentamos fazer com que nossas canções possam ser interpretadas de diversas maneiras, seguindo nosso estado de espírito. Hoje nosso som é electro dance, amanhã pode ser glam rock.

– Como é a cena rock da Argentina? O rock nacional é muito valorizado por aí, né?

Sim, na Argentina o rock nacional é o mais popular. Sempre vai ser mais fácil para bandas com letras em castelhano sair do underground. Mas o underground nunca pára de crescer!

The Niuzz, da Argentina

– Vocês já vieram para o Brasil? O que acham da música daqui?

Ratos de Porão, Autoramas, Dead Rocks, Forgotten Boys… Estas são algumas das bandas que escutamos. Nunca viajamos juntos para o Brasil. As percepções e experiências sobre o país são bem mais individuais do que como banda… Ah, sim, esquecemos do CSS, uma grande referência para nós hoje em dia.

– Como vocês definiriam o som do The Niuzz?

Em poucas palavras, electrorock, new wave… Agora está chegando a hora de estrear nossas canções ao vivo e para isso estamos ensaiando com um grupo de músicos amigos. Dentro de pouco tempo estaremos anunciando nossa primeira apresentação ao vivo.

– Vocês começaram na internet. Como vocês acham que a internet ajuda bandas que estão começando?

Para nós é, hoje, a única ferramenta que usamos para mostrar o que fazemos. É incrível onde chegamos com a ajuda do Facebook, Twitter, Soundcloud, Reverbnation, Youtube!

The Niuzz, da Argentina

– Quais são os próximos passos do The Niuzz?

Agora mesmo, estamos nos preparando para nossos shows! Sempre compondo novas músicas, fazendo vídeos… Somos o que mostramos, essa é a nossa vida. Nosso dia a dia é o que nos faz felizes. Agora também estamos gravando para um tributo ao The Clash, que vai sair em outubro.

– Recomendem bandas que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Persona, La Tumba del Alca, Tirapiedras, Juvenilia, Autopista, LRHP, Yaga Plush, Patokai… São algumas das bandas independentes que escutamos, algumas pelo som e outras pelas suas personalidade, juventude ou atitude, como Tirapiedras e Yaga Plush por exemplo!

T-Shirtaholic: Bezerra da Silva, Infinita Highway To Hell e Festa Estranha Com Gente Esquisita

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Infinita Highway To Hell Contra Grife

Malandro é malandro, mané é mané, diz aí? O Universo Varal fez uma bela estampa para homenagear aquele que narrou os causos dos morros cariocas melhor do que ninguém: o mestre que apertou, mas não acendeu agora: Bezerra da Silva.

camiseta-bezerra-da-silva_9004 Camiseta Bezerra da Silva Varal

Quanto? R$ 60
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Nem o mais insano dos profissionais do mashup conseguiria essa proeza, mas a Contra Grife foi lá e mostrou que é possível: uniu Bon Scott com Humberto Gessinger na estampa que junta “Highway To Hell”, do AC/DC com “Infinita Highway”, dos Engenheiros do Hawaii.

Infinita Highway To Hell Contra Grife

Quanto? R$ 43,90
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Você sabe muito bem pelo que Eduardo, de “Eduardo e Mônica” do Legião Urbana, passou. Ou você nunca se viu em uma autêntica festa estranha com gente esquisita? O jeito é apelar para a birita, mesmo.

Festa Estranha Com Gente Esquisita El Cabriton

 

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True Rock Jägermeister leva Garage Fuzz, Muzzarelas, Water Rats e Faca Preta pro Inferno nesta sexta-feira

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Garage Fuzz
foto por Flavio Samelo

Sexta feira (28) acontece mais uma edição do True Rock Jägermeister, evento que reúne bandas autorais pra fazer barulho em São Paulo com um rock puro e autêntico. O evento, que já passou pelo Astronete, Hangar110 e Beco 203, aterrissa no Inferno Club com shows de Garage Fuzz, Muzzarelas, Water Rats e Faca Preta.

Alexandre Capilé, guitarrista e vocal da Water Rats, diz que “tocar no True Rock vai ser muito legal, ainda mais acompanhado de bandas que já são amigas há anos. Essa iniciativa movimenta a cena e atrai os holofotes para o que está sendo feito de novo no Brasil, também não deixando de lado as bandas clássicas que estão na ativa há várias décadas. Essa mistura faz a diferença, tanto para as bandas quanto pro público.”

Enquanto rolam os shows, o evento conta com o Double Shot de Jägermeister e a presença das promotoras da marca, as famosas Jägerettes. “A cada edição, Jägermeister se aproxima cada vez mais de seu público e o True Rock busca fortalecer essa conexão, através de uma ação colaborativa com o cenário do Rock alternativo brasileiro”, explica o diretor de marketing da marca, Alexandre Grigoleto.

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“Macacos me mordam, com mil demônios! Um show com essas bandas, neste lugar e com esses parceiros, não tem como não ser uma daquelas noites memoráveis, inesquecíveis e divertidassas. Vai ser o cão chupando manga, no melhor sentido dessa expressão. Rock de verdade para pessoas de verdade”, explica Daniel Ete, baixista dos Muzzarelas, banda que vai desfilar o repertório encharcado de cerveja, aliens e mutantes hippies de sua discografia cheia de punk rock, metal e bubblegum.

“Pra gente do Faca Preta é uma oportunidade muito legal poder tocar ao lado de bandas consagradas do cenário underground nacional. Sempre gostamos muito de Garage Fuzz e Muzzarelas, e poder dividir uma noite com eles vai ser demais! Somos do mesmo selo do Water Rats, que é uma banda mais nova como a gente, e gostamos muito deles.
Vai ser um belo show, estamos muito ansiosos!”, disse Anderson Boscari, guitarrista da banda de street punk.

True Rock Jagermeister

True Rock Jägermeister
Local: Inferno Club, Rua Augusta, 501 – São Paulo. Tel.: 3151-4568
Data: 28/08 (sexta). Horário: a partir das 23h30
Entrada: R$ 20,00 (antecipado) / R$ 30,00 (portaria)
Pontos de Venda
Loja 255: Galeria do Rock – Av. São João, 439, 1°and, Lj 255
Aggression Skateshop: Rua Augusta, 735
Sympla – Venda Online: http://migre.me/r8Gn5

Double shot Jägermeister (30ml): R$ 8,00

Proibida a entrada de menores de 18 anos.

Mac Sabbath: a banda que inventou o… er… “drive-thru metal”

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Sim, o título do post está correto. Bandas esquisitas surgem mais rápido do que você pode imaginar, e a cada minuto alguém tem uma ideia “genial” para montar um grupo e sair fazendo barulho. Desta vez é o Mac Sabbath, uma mistura de Black Sabbath com McDonald’s. Algo como se o Ozzy trocasse o famoso lanchinho de morcego por um quarterão com queijo.

Mac Sabbath

A ideia foi de Mike Odd, empresário da banda, também responsável pela esquisitíssima Rosemary’s Billygoat. Não, a banda não revela seus nomes, então a origem é meio obscura e fantasiosa. Segundo Mike, em 2013 ele viu um palhaço assustador em Chatsworth, California. Seu nome era Ronald Osborne e ele tinha o conceito do tal “drive thru metal” junto com seus companheiros Slayer Mac Chesse (uma versão Motörhead-ish do Mayor Mac Cheese), Grimalice (que aqui no Brasil é o Shaky) e Cat Burglar (uma mistura do Papa Burguer com o Peter Criss). O tal palhaço sentou em sua mesa e falou da banda e Mike (que provavelmente é o próprio Ronald) disse que sim, ele seria o empresário do bando de mutantes da Monsanto parodiadores de Sabbath. O resto é história e carboidratos musicais.

A banda transforma clássicos do Sabbath como “Iron Man” em “Frying Pan”, “Sweet Leaf” vira “Sweet Beef” e “Paranoid” em “Pair-o-buns”. “Rat Salad”… bem, continua sendo “Rat Salad”, afinal.

Pode parecer uma coisa muito doida, mas se formos pensar bem, o Ronald McDonald é realmente mil vezes mais assustador do que o Ozzy Osbourne. Certo?

Curta a página oficial da banda e confira as datas dos próximos gordurosos shows: https://www.facebook.com/macsabbath

Um é pouco, mas dois pode ser sensacional: conheça 20 duos que você deveria estar ouvindo agora

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The Pack A.D.

Desde que o White Stripes apareceu, o terceiro (e quarto, quinto, sexto) elemento em uma banda de rock foi jogado para o escanteio por diversas bandas. Afinal, o rock requer simplicidade, certo? E isso não significa ausência de baixo na mistura, taí o Royal Blood e os Black Keys que não nos deixam mentir.

Pois bem: nem só dessas bandas que lotam estádios que vive o mundo dos duos. Eles estão por todo o mundo e merecem ser ouvidos. Conheça 20 destas duplas que não deixam pedra sobre pedra. Afinal, três é demais:

Skating Polly

A dupla é formada por Kelli Mayo e Peyton Bighorse, duas meias-irmãs de Oklahoma que começaram a tocar em 2009, com 9 e 14 anos, respectivamente. Kelli e Peyton se revezam no vocal, bateria e guitarras. Vale a pena ouvir os gritos riot grrrl das meninas que deixam as garotas do L7 cheias de orgulho:

The Hunted Crows

O duo da Austrália conta com o baterista Jacob Linnett no vocal e o guitarrista Luy Amiel dando também aquela força nos backing vocals. “Sniff You Out” já nasceu clássica e não faria feio em nenhuma playlist de melhores músicas de 2014. O EP “Hunted Crows” de 2014 está disponível no Soundcloud e no Spotify. Recomendo muito:

Siamese Spots

A dupla formada em dezembro de 2014 por Sidney Chase e Tahlia Tinkham, o Siamese Spots está trabalhando em seu primeiro disco, que deve ser lançado ainda este ano. Pena que pelo clipe de “Biteback”, elas incorporaram um baterista contratado… Ainda assim: vamos considerar que é duo e pronto!

3ÉD+

O nome diz tudo, não? Formado por Dom Orione e Leandro Lima, o 3ÉD+ está na estrada desde 2005 e lançou no ano passado o EP “Meteóros no meu Sangue”, disponível no Soundcloud. Conversei com eles aqui no blog, também.

The Pack a.d.

O garage porradeiro de Becky Black (Guitarra e vocal) e Maya Miller (Bateria e backing vocal) é coisa de louco. A dupla de Vancouver já tem 5 discos na bagagem, sendo o mais recente “Do Not Engage”, de 2014:

Horror Deluxe

Um duo que começou como uma marca de roupas e acessórios. Prix e Ucra são devotos de São Lux Interior e Santa Poison Ivy e se baseiam em psychobilly, punk rock e garage para compor suas músicas cheias de filmes B e Ed Wood. Eles já falaram com o blog também.

Black Pistol Fire

Os canadenses Kevin McKeown (guitarra e vocal) e Eric Owen (bateria), do Black Pistol Fire, misturam southern rock e garage punk e fazem um som alto, agressivo e cheio de blues na mistura. Vale a pena ouvir o disco “Hush or Howl”, último lançamento do duo, de 2014.

Crushed Out

Rock & Roll, Surf, Proto-Punk, Country Blues. Franklin Russell Hoier (Guitarra e vocal) e Moselle Spiller (bateria e vocal) bebem de diversas fontes para criar a mistureba que é o som do Crushed Out. Cada música é uma aventura sonora diferente:

Hyena Kill

A especialidade de Steven Dobb (Vocal e Guitarra) e Lorna Blundell (bateria) é fazer rock barulhento em sem medo de estourar volume, tímpanos e pele da bateria. O duo de Manchester cita como influência coisas tão diferentes entre si quanto Helmet, Tori Amos, Smashing Pumpkins e Skunk Anansie. Conversamos com eles no começo deste ano.

Los Chicos Problema

Um duo do México que mostra que quando se tem um baixo cheio de fuzz, não precisa de guitarra pra criar um som bem fuderengo. Na ativa desde 2001, Ana (bateria e voz) e Geo (baixo e voz) tem dois discos no currículo (“Los Chicos Problema”, de 2012, e “Estremécete y Rueda”, de 2013), além da participação em diversas coletâneas. Já passaram pelo Brasil e falaram com a gente! \o/

Blood Red Shoes

Um dos melhores duos que ouvi nos últimos tempos. Os ingleses Laura-Mary Carter (vocal e guitarra) e Steven Ansell (vocal e bateria) começaram em 2004 e já lançaram quatro discos, sendo o último, “Blood Red Shoes”, de 2014. Recomendo todos!

FingerFingerrr

Flávio Juliano (baixo e vocal) e Ricardo Cifas (bateria e vocal) estão na estrada desde 2008, quando a banda ainda era um quarteto. São um duo faz mais ou menos um ano, e com esta formação lançaram o single “Buck You”. Entrevistamos a dupla aqui no blog em abril.

Prinzhorn Dance School

Desde 2007, o duo Tobin Prinz Suzi Horn se revezam entre baixo, guitarra e bateria no Prinzhorn Dance School. O nome da banda vem do médico Dr. Hans Prinzhorn, que colecionava obras de arte criadas por seus pacientes com deficiência mental. O som fica entre o pós-punk e o rock alternativo.

Donna Duo

Um dos destaques do Breakout Brasil na Sony foi o Donna Duo. Formada por Dani Zan e Naíra Debértolis, a dupla faz um “pop milongueiro” puxado para a MPB, com uma pitada de samba e rock. O primeiro disco das garotas sai ainda este ano. Dani e Naíra conversaram com o blog em junho.

Moriaty

O Moriaty é um duo de Devon que se inspira em Sherlock Holmes, serial killers e teoria de cordas para criar seu “filthy indie blues”. Matthew Partridge (bateria, vocais) e Jordan West (guitarra, vocais) mostram serviço e o som é nada menos que sensacional. Confira minha entrevista com eles aqui no blog.

The Courettes

Flávia Couri (guitarra e vocal) e Martin (bateria) agitam a cena rocker da Dinamarca com o projeto The Courettes. O primeiro disco da dupla “Here are The Courettes“! saiu este ano e está fazendo um grande sucesso por lá. Falei com Flávia sobre o projeto.

Hank & Cupcakes

A doideira pop provocadora de Hank & Cupcakes está rolando desde 2008. Os israelenses Sagit “Cupcakes” Shir (bateria, vocais, piano) e Ariel “Hank” Scherbacovsky (guitarra baixo) investem bastante em seus video clipes malucos e artísticos e prometeram disco novo em 2016 na entrevista que fiz com eles.

E aí, conhece algum outro duo que faltou na lista? Recomende suas duplas preferidas aqui nos comentários! (E, lógico, não precisam ser só de rock…)

BBGG lança nova música, “Little Red Dot” e prepara clipe dirigido por Gregório Graziosi

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BBGG

O quarteto paulista BBGG lança hoje sua nova música, “Little Red Dot”, gravada nos estúdios Costella, de Chuck Hipolitho, e Timbre, onde o baterista Mairena trabalha. “Essa música resume muito de como a gente deseja soar como banda. Sexy, sujo, pesado e melódico. Tem que ouvir pra sacar”, disse o baterista. A composição é do próprio, que também produziu o single. Ao invés de beber nas fontes posers de pseudo-vocalistas femininas que se acham a encarnação de saia de Lemmy, o BBGG buscou fontes mais puras, que flertam com Motörhead mas garantem a essência roqueira menos vitrinesca. Soa como se Joan Jett fizesse uma jam com o Sahara Hotnights entre uma e outra rodada de cerveja. Um Girlschool do século XXI.

Confira o lançamento exclusivo de “Little Red Dot” aqui:

“A inspiração é a nossa guitarrista Alê, que é uma baixinha ruiva, a ‘little red dot’! Ela tem muitos apelidos: gringa (porque nasceu na Califórnia), ruiva, ruivs, mas Little Red Dot foi uma imagem que pintou na letra mesmo e ficou por lá. O verso completo inicial da música diz ‘um pontinho vermelho no meu horizonte cinza’. Na verdade, eu fiz música pra todo mundo na banda já. É uma brincadeira interna nossa. Com bandmates tão gatas, não é preciso de musas externas!”, explicou o batera.

A música deve ganhar um clipe em breve. “Já estamos conversando com o Gregório Graziosi. Ele é um dos diretores mais promissores da nova geração do cinema brasileiro, acabou de lançar seu filme “A Obra”. Ele gosta muito dessa música e quer muito fazer o clipe”, contou Mairena.

Algumas das melhores participações de John Frusciante em músicas de outros artistas

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John Frusciante

John Frusciante já foi menino prodígio, guitar hero, junkie genial, a força que movia o Red Hot Chili Peppers, o prolífico artista solo, o experimentalista… Entre tudo isso, devemos concordar que o cara é talentoso e versátil como poucos no mundo da música, conseguindo ir do funk ao acid house, passando pelo rap e pelo rock clássico. Além de seu trabalho solo e com o RHCP, Frusciante participou de diversas músicas de outros artistas dos mais variados estilos. Confira algumas:

Swahili Blonde – “Red Money” – O Swahili Blonde é uma banda experimental da esposa de John, Nicole Turley. Frusciante tocou guitarra em todas as músicas do projeto, inclusive em “Red Money”, cover de David Bowie, presente no disco “Man Meat”, de 2010.

Kimono Kult – “La Vida Es Una Caja Hermosa” – Frusciante é parte da banda Kimono Kult, projeto que reúne membros do Swahili Blonde, Bosnian Rainbows e Dante Vs Zombies, incluindo Nicole Turley, Dante White-Aliano, Laena Geronimo, Omar Rodriguez-Lopez e Teri Gender Bende. O EP “Hiding In The Light” saiu em 2014 e a guitarra de Frusciante na experimental “La Vida Es Una Caja Hermosa” é bem bacana:

Black Knights – “Shadows of a Panther” – John Frusciante produziu e colaborou nos discos “Medieval Chamber” (2014) e “The Almighty” (2015) e “All Skills No Luck” (a ser lançado) do grupo de rap Black Knights, amigos do Wu Tang Clan. Em “Shadows Of A Panther”, o rap experimental cheio de texturas do grupo ganha um belo solo de guitarra do ex-Red Hot Chili Peppers.

Kristen Vigard – “Slave To My Emotions” – Antes de gravar o disco “Mother’s Milk” com o Red Hot Chili Peppers, Frusciante gravou o violão em “Slave To My Emotions”, do álbum de 1988 de Kristen Vigard. Pois nessa música o trabalho do guitarrista lembra muito mais o que ele viria a fazer em “BloodSugarSexMagik” do que as guitarradas enlouquecidas que apareceram no primeiro disco deles com o RHCP:

Baryan – “Grease The System” – A gravação das participações no álbum “Anytime At All” do Baryan, junto com o disco “Californication”, foram as primeiras obras de Frusciante depois de sua saída do vício da heroína que rendeu os chapadíssimos “Niandra Lades and Usually Just a T-Shirt” e “Smiles From The Streets You Hold”. Aqui já dá pra perceber o caminho que ele seguiria nos próximos anos em seu trabalho solo e com os Peppers.

Perry Farrell – “Rev” – John divide as guitarras desta faixa com Tom Morello (Rage Against The Machine) e Stephen Perkins (Jane’s Addiction e Porno For Pyros). Reza a lenda que a guitarra dele é a menos audível da música de Perry Farrell, com Morello dominando sem dó nem piedade.

The Bycicle Thief – “The Cereal Song” – O The Bycicle Thief é um projeto de Bob Forrest com Josh Klinghoffer, amigo de Frusciante que viria a o substituir no posto de guitarrista do Red Hot Chili Peppers. Frusciante toca guitarra em “The Cereal Song”, tirado do único disco da banda, “You Come And Go Like A Pop Song”, de 1999.

Fishbone – “Shakey Ground” – Em 2000 o Fishbone lançou essa cover do Temptations e chamou não só John Frusciante como também o baixista Flea para dar um ar mais “Pepper” à canção.

Tricky – “Girls” – Frusciante toca guitarra e Anthony Kiedis canta nesta música do disco “Blowback”, de 2001. Tricky conseguiu trazer o ~feeling~ do Red Hot Chili Peppers sem deixar a peteca cair em uma das melhores canções do álbum.

Tricky – “#1 Da Woman” – A música que homenageia o tema de “Mulher Maravilha” na série clássica com Lynda Carter nos anos 70 conta com a guitarra inconfundível e um verso cantado por Frusciante. Se eu fosse o produtor do nosso filme da Liga da Justiça que parece que vem aí, colocava essa como tema sem a menor sombra de dúvidas.

Macy Gray & Erikah Badu – “Sweet Baby” – O disco “The Id”, de 2001, tem esta faixa deliciosa com a voz de Erikah Badu e Macy Gray mostrando todo seu poder vocal embalada pela guitarra inconfundível de John Frusciante. Uma das melhores da lista inteira.

24 Hour Party People Soundtrack – “New Dawn Fades” – A trilha de “24 Hour Party People” contou com essa cover de Joy Division juntando Frusciante, Billy Corgan (Smashing Pumpkins) e Moby. Uma bela homenagem, sem dúvidas.

Johnny Cash – “Personal Jesus” – Frusciante é o responsável pelo violão da versão de Johnny Cash para o clássico do Depeche Mode que Rick Rubin produziu no disco “American VI: The Man Comes Around”, de 2002. É claro que a mistura deu samba e a faixa é uma das melhores do disco (que é ótimo).

Ziggy Marley – “Rainbow In The Sky” – O disco “Dragonfly”, de 2003, trouxe o guitarrista na faixa “Rainbow In The Sky”. Curiosamente, Frusciante acrescenta à faixa funky a sua faceta mais experimental, que já estava transparecendo em sua coleção de discos solo e até nos álbuns “By The Way” e “Stadium Arcadium” dos Chili Peppers.

Glenn Hughes – “Nights In White Satin” – O disco “Music For The Divine”, de 2006, foi todo produzido pelo baterista do Red Hot Chili Peppers, Chad Smith. Daí quando precisou de um guitarrista, lógico que  ele chamou John Frusciante pra tocar em “Nights In White Satin”, uma cover do Moody Blues, e “This Is How I Feel”. O resultado? Confira:

Satellite Party – “Hard Life Easy” – O Satellite Party acertou na mosca quando chamou Frusciante e Flea para tocar na faixa “Hard Life Easy” do disco “Ultra Payloaded” de 2007. Se eles queriam uma música festiva, a dupla de ataque conseguiu com louvor deixar o negócio com cara de festa de rua.

Wu Tang Clan – “The Heart Gently Weeps” – O Wu Tang Clan preferiu não samplear “While My Guitar Gently Weeps”, dos Beatles, em “The Heart Gently Weeps”, do disco “8 Diagrams” de 2007. Fizeram melhor: chamaram John Frusciante pra recriar os riffs e solos de George Harrison, dando seu toque pessoal. A parceria deu certo:

N.A.S.A. – “Way Down” – O N.A.S.A. é um duo de hip hop que conta com Squeak E. Clean e o brasileiro DJ Zegon (ex-Planet Hemp). No disco “The Spirit Of Apollo” os dois contaram com diversas parcerias em cada música, indo de David Byrne a Chuck D, de Seu Jorge a M.I.A. Em “Way Down”, chamaram RZA, Barbie Hatch e John Frusciante.

RZA – “You Can’t Stop Me Now” – O mesmo RZA que cantou com John na faixa do N.A.S.A. chamou o guitarrista pra “You Can’t Stop Me Now”, presente em “Digi Snacks”, de 2008. Além disso, ele também produziu junto com George Clinton e Kinetic 9 a faixa “Up Again”.

BIGDOXX – “Indigenous Rhythm” – O BIG DOXX é Kehinde “Doxx” Cunningham & Nicole Turley e Frusciante é o guitarrista convidado em “Indigenous Rhythm”, do disco “DOXXOLOGY”, de 2012: