O duo Los Chicos Problema, do México, mostra toda a sujeira de que seu baixo fuzz é capaz

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Los Chicos Problema, do México

Quem foi que disse que rock precisa de guitarra? Los Chicos Problema, do México, estão aí para provar que apenas com uma bateria e um belo baixo cheio de fuzz dá pra criar garage rock de qualidade cheio de gritos e distorção.

Ana (bateria e voz) e Geo (baixo fuzz e voz) estão na ativa desde 2011. A dupla dinâmica abusa do barulho e já passou pelo Brasil em uma turnê em 2013, chegando a passar pela “rua do rock”, a Rua Augusta. Com dois discos na bagagem (“Los Chicos Problema”, de 2012, e “Estremécete y Rueda”, de 2013), o duo planeja o terceiro registro e um viagem à Espanha em 2016, onde tocarão e pretendem adquirir um pouco do conhecimento com a forte cena rocker do underground que se estabeleceu lá.

Conversei com Ana e Geo sobre seu som, o rock latino e as agruras de ser uma banda independente:

– Como a banda começou?

Nós estávamos tocando em outras bandas e nos conhecíamos nos shows que tínhamos juntos. Nós deixamos as outras bandas pra fazer todas as coisas que queríamos neste projeto. A banda realmente começou quando éramos apenas dois de nós neste projeto, ao começo nas primeiras duas semanas de formação  tínhamos um guitarrista, mas desapareceu, foi raptado e na verdade, não gostava do gênero… Por isso, a decisão dos dois foi permanecer assim, sem colocar ninguém para a banda, porque cremos de que há uma maldição que se alguém deixa uma banda, sempre deixará um espaço lá. Tivemos uma grande química entre os dois, por isso, ficamos como um duo de baixo-fuzz , tambores, pandeiros e gritos, agora estamos experimentando com teclado farfisa, é um jogo de instrumentos…

– Quais são as principais influências musicais da banda?

Nós gostamos do garage rock dos anos 60, grupos como Los Monjes , Los Ovnis, Los Yaki , Los Spiders , 13th Floor Elevators , The Yardbirds, Los Saicos, The Sonics. Na verdade não podemos negar a nossa energia mais “gritona”- músicas com letras diretas, com ritmos básicos, mais perto do garage punk revival dos anos 80: influências de The Gories , The Fleshtones, The Pandoras, The Makers, The Brood, The Cramps, The Trashwomen, Billy Childish e seus milhares de projetos, também saindo um pouco do garage nós também temos influência dos B-52’s, e outras influências atuais: Wau y los Arrrghs, The Vooduo, Black Lips, The Monsters.

Los Chicos Problema, do México

– Como é o processo de composição de vocês?

Começamos com um “riff” (muitas vezes gravado no telefone com a voz de um dos dois , já que não estamos em casa, então nós podemos trabalhar e pensar em algo) e já em casa mostramos o áudio e começamos trabalhar na ideia. Perguntamos “o que você acha disso, o que você sente com este som?”, daí vemos os ganchos da canção, a letra, geralmente nós gostamos de fazê-lo nos fins de semana com alguns -shots- de tequila !

– Vocês já fizeram capas para algum de seus discos?

Felizmente! Nós queríamos fazer uma capa para um disco e conseguimos na coletânea que produzimos, graças a um esboço que mandamos e à ilustração de Mario Labate. Se fizermos outra capa no futuro, seria disfarçados como Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau , brincar com o conceito do duo e fazer sátiras de nós mesmos.

– Existe uma certa resistência do Brasil em ouvir rock que não seja em português. Porque vocês acham que isso ocorre?

Honestamente não sabemos do assunto. A única experiência que tivemos com relação ao Brasil foi quando viajamos para aí e vimos que assim como existem muitos fãs de The Cramps , há muitas pessoas que gostam de punk, mas acima de tudo há muitos fãs de rock de metal . E não somente em um idioma: nós acreditamos que a globalização abriu as portas para tudo em questão de intercâmbio cultural, a prova é que agora estamos respondendo uma entrevista em português para outro país!

– Quais bandas latinas vocês acham que os brasileiros deviam conhecer?

Vamos recomendar aos nossos amigos e como a amizade nasce da admiração… Seria ótimo que ouvissem Los Magníficos (garage surf), Los Sex Sex Sex (punk) , The Kitsch (garage), The Sucks (garage), Viv e The Sect (garage) e se não conhecem Los Monjes, Los Yaki e Los Ovnis, seria o momento de escutá-los!

– Vocês podem me falar um pouco da discografia da banda?

Em 2012 estávamos doidos e fizemos uma coletânea de duos de garage, formada por 4 bandas de diferentes países: Espanha, Brasil, Colômbia e México. O Frankenstein foi chamado de “Peligrosos y Ruiduosos”, um vinil de 7″ editado pelo selo mexicano Veneno Records. Nós fizemos um álbum completo chamado “Estremécete y Rueda”, também editado pela Veneno Records, e sentimos a necessidade de ir e aprender com outras cenas em outros países. Nós levamos esse disco para um turnê no Brasil em 2013. “Muito Daora” foi um EP gravado em Maringá, no Brasil, o temos no Bandcamp e saiu no Record Store Day de 2014, é encontrado apenas digitalmente. Em 2015 participamos na coletânea “Hits com Tits . Vol 2” da Espanha, com uma música inédita. Ela foi lançada em formato vinil de 12″ com 20 bandas com membros do sexo feminino.

Los Chicos Problema, do México

– Quais são as maiores dificuldades de ser uma banda independente?

As maiores dificuldades de ser uma banda independente é manter uma vida equilibrada, onde você tenha tempo para fazer tudo. É extremamente difícil encontrar um meio termo entre a nossa profissão e música, trabalhamos diariamente mais de oito horas, no entanto, ambos são igualmente importantes para nós, e se não trabalhamos, não temos dinheiro e, portanto, não podemos pagar o transporte para tocar ou não temos pra comprar cordas para baixo ou fazer CDs, K7s ou vinis . Adoraríamos só tocar e fazer o que gostamos, mas é complicado aqui no México: os lugares não pagam nada e você tem que organizar o show e se você quiser convidar uma banda tem que pagá-la. Para apoiar outras bandas, não é recíproco, aqui não há uma unidade, cada pessoa olha para si mesmo e tudo é conseguido através de contato ou por falar bem pra alguém. É um pouco hipócrita, nós preferimos tocar para nós por nossos próprios caprichos e se alguém gosta é um “plus” que faz que fiquemos ainda mais felizes, mas não procuramos a aceitação de nada nem de ninguém. A verdade é que ser uma banda independente é essencialmente puro amor por tocar em um país que não valoriza o músico. Mas isso não impede que nós tenhamos a vontade de ir a todos os lugares do mundo pra tocar e fazer muito barulho!

– Quais são os próximos passos de Los Chicos Problema?

Gravar e produzir um 12″, depois vamos mudar para a Espanha em fevereiro de 2016. Vamos Estudar e tocar em outros festivais e aprender com as bandas independentes lá. Queremos fazer um selo… Temos muitos planos, muita vontade de nos aventurar no desconhecido!

Conheça os mais estranhos produtos de merchandising de bandas e artistas

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Weezer Snuggle

Esse post podia muito bem ser somente sobre o Kiss e seus mirabolantes produtos com a cara de Gene Simmons e Paul Stanley, que incluem desde camisinhas até um caixão pra você passar sua estadia no além-túmulo curtindo rock and roll a noite toda. Mas não: não é só a trupe mascarada que cria peças de merchandising que vão muito além das camisetas pretas e canecas. Confira outras bandas e artistas que criaram produtos bizarros (e alguns até bem interessantes, pra falar a verdade):

O molho de churrasco sangrento do GWAR

GWAR BBQ sauceO GWAR sempre foi uma banda de galhofa e o molho deles segue a linha. Afinal, quem não quer um molho “sangrento” com o nome da banda que usa codinomes bizarros e encena abortos “de zoeira” no palco? Além de já ter tido uma vocalista, Vulvatron, que jorrava sangue de seus gigantes peitos falsos que faziam parte de sua fantasia de palco. Podia ser molho de churrasco, quem sabe os fãs não curtiriam?

As calcinhas (não usadas) de Katy Perry

Calcinha da Katy Perry

 

Como diz aquele velho forró de duplo sentido, não é nada disso que você está pensando: não são as calcinhas usadas pela Katy Perry, e sim calcinhas com a marca Katy Perry e seu primeiro álbum de sucesso, “One Of The Boys”.

A cerveja contra o sistema do Ratos de Porão

Cerveja Crucificados Pelo Sistema

Dado Dolabella diria que este produto é coisa de quem “traiu o movimento punk, véio”, mas ninguém deve levar nada do que sai da boca de Dado Dolabella à sério (em nenhuma circunstância). Só não deixa de ser cômico uma cerveja ser vendida com o nome “Crucificados Pelo Sistema”, mas quem somos nós pra julgar essa Red Ale punk?

O dichavador do Wavves

Dichavador do Wavves

 

Pra você que quer fumar uma substância lo-fi com mais harmonia, um dichavador bandeiroso do Wavves pra deixar seus hábitos fumetas mais modernosos.

O shortinho Carla Perez do Mastodon

Shortinho do Mastodon

 

Um singelo shortinho que remete ao clipe de “The Motherload” e seu twerking. A singela inscrição que fica no derriére diz tudo: ASSTODON.

O cobertor de churrasqueira do AC/DC

AC/DC churrasqueiraPara não deixar sua potente churrasqueira ao relento tomando sereno, que tal algo do AC/DC para cobrí-la? Bon Scott aprovaria isso, provavelmente. Ah, a churrasqueira não está incluída no produto!

O aromatizador de automóveis do OK Go

Aromatizador OK Go

Muitos artistas como Shakira, Britney Spears e Beyoncé têm perfumes (e 90% deles são da Jequiti). Mas alguém pensa no cheirinho de novo do seu carro? O OK Go pensa! Escolha entre Andy (canela), Damian (“cheirinho de carro novo”), Dan (eucalipto), and Tim (abacaxi) e enfie-se no trânsito com o nariz mais contente!

O… er… “limpador de esperma” do Tenacious D

Tenacious D esperma

 

Bom, o Tenacious D foi mais longe. Em vez de lançar uma camiseta ou algo do tipo, a dupla de Jack Black e Kyle Gass preferiu lançar uma bela toalhinha para limpar a sujeirada que você faz assistindo vídeos pornográficos na internet. Útil e ainda tem um pequeno unicórnio.

Camisinhas “Achtung Baby” do U2

Camisinha U2

Bono Vox e sua turma não querem que você pegue alguma doencinha por aí enquanto pratica o amor livre com a galera. Mas é melhor não usar a da foto: como você pode ver, ela venceu em 1992, provavelmente.

O cobertorzinho fofo do Weezer

Weezer Snuggle

Quem melhor que o Weezer pra lançar um fofo cobertor com bracinhos pra facilitar sua vida no inverno? Só a banda do Rivers Cuomo conseguiria ter um merchandising desse tipo e continuar sendo a banda que é.

Os anéis de vagina da Grimes

Grimes pussy

 

Calma, calma: os anéis da Grimes vão nos dedos, mesmo. Só que eles são no fofo formato de uma pequena bucetinha. Em várias cores.

O sabonete do Racounteurs

Sabonete Racounteus

Porque diabos uma banda lançaria um sabonete? Bom, o rótulo mesmo diz: “c’mon, people, you know we all gotta keep it clean”.

O kit de costura dos White Stripes

Costura White Stripes

 

Bom, Jack White não começou sua linha de produtos estranhos relacionados à seus projetos no The Racounteurs. Afinal, qual outra banda teria a audácia de lançar um kit de costura e ainda conseguir ser cool depois disso? Os White Stripes, é lógico!

O suéter fofo de Natal do Slayer

Slayer suéter

 

Que tal agradar sua avó e colocar um belo suéter na próxima reunião de família? Para manter sua alma tr00, use esta bela blusa do Slayer, pra mostrar que mesmo agradando a vovó você continua headbanger.

O kit de dildos do Ramnstein

Ramnstein dildos

 

Sim, os alemães do Ramnstein foram ao limite: depois do clipe pornô de “Pussy” (com cena de gozada e tudo), eles lançaram um kit de dildos. E não é só isso: cada piroca foi moldada de acordo com o membro de um dos membros da banda. O kit ainda acompanha algemas e gel lubrificante.

 

T-Shirtaholic: Bowie, Doors e Hendrix

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Ziggy Stardust nunca morre, mesmo que David Bowie queira. O superstar continua vivinho da Silva com o Spiders From Mars enquanto o disco continuar por aí. Ah, e em camisetas, é lógico, já que a imagem do Bowie é uma ótima estampa:

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Quanto? R$ 49,90
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O grupo capitaneado por Jim Morrison em uma camiseta que foge das estampas silk screen que você já tá cansado de ver com a cara do Mr. Mojo Risin’ na mesma pose de sempre.
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Quanto? R$ 39,99
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O Jimi Hendrix Experience sorrindo ao ver duas garotas de topless vindo em sua direção. Uma imagem que merece uma camiseta (e que seu chefe vai censurar tanto quanto a capa de “Electric Ladyland”):

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Quanto? R$ 59,00
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The Love Me Nots preparam o sucessor de “Sucker” e dizem estudar o pop para usá-lo a favor do rock

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Formado em 2006, o quarteto do Arizona The Love Me Nots se diz muito garage pra ser chamado de rock’n’roll e muito rock’n’roll pra ser chamado de garage. Por isso, definem-se apenas como uma banda de rock que não tem preconceitos com o pop, desde que ele atue a favor de suas guitarras rasgadas e influências punks.

Nicole Laurenne (vocal e órgão), Michael Johnny Walker (guitarra), Christina Nunez (vocal e baixo) e Jay Lien (bateria) possuem uma bela discografia no currículo: In Black & White (2007), DETROIT (2008), Upsidedown Insideout (2009), Thringle (2011), The Demon and The Devotee (2011), Let’s Get Wrecked (2011) e, finalmente, o elogiado Sucker (2014), mais recente trabalho do grupo.

Conversei com Nicole sobre a trajetória da banda, o estudo da música pop e uma possível vinda ao Brasil:

– Quais são suas principais influências?

The Seeds, The Animals, The Yardbirds, The Dead Kennedys, X, The White Stripes.

– Fale um pouco mais sobre a discografia do The Love Me Nots.

Nós lançamos 5 álbuns, além de um disco de best of e remixes. O som da banda e a formação mudou a partir do terceiro disco, e nós propositalmente tentamos escrever algo mais pop para ele também. Os outros quatro álbuns são todos envoltos em riffs pesados ​​de garage rock, órgãos e alguns elementos do punk e do rock ocasionalmente. Nós gravamos os quatro primeiros com Jim Diamond, de Detroit. Ele tem um som muito característico. O último disco foi gravado por Bob Hoag em Phoenix, a pessoa que assume as baquetas quando estamos em turnê. Michael fez toda a arte para todos os registros e lançamos todos de forma independente em nosso selo Atomic A Go Go, com a ajuda de amigos de outros selos nos EUA e na França.

– Como é seu processo criativo?

Normalmente eu ouço o Michael tocar algum riff de guitarra que eu goste, ou eu tenho um pedaço de uma letra e melodia que eu quero construir. Com isso como o primeiro bloco de construção da música, Michael e eu sentamos com o ProTools e construímos versos, refrões, linhas de baixo, partes de bateria, harmonias … até que tenhamos um conceito de canção concluído. Em seguida, levamos isso para a banda e eles acrescentam seu “swag” especial nela. Então nós costumamos considerar a canção pronta. É um processo rápido da banda, normalmente.

– Como você descreveria o seu som?

Rock. É um pouco rock demais pra ser chamado de garage e um pouco garage demais para ser chamado de rock’n’roll, por isso estamos chamando apenas de ROCK no momento.

The Love Me Nots

– Vocês estão em turnê, certo? Onde é o melhor lugar onde vocês já tocaram?

Estamos sempre voltando de algum lugar ou prestes a ir para algum outro lugar. Nosso mais recente local favorito é em Dijon, na França, em uma caverna de pedra subterrânea chamada Deep Inside. Também amei tocar nas pistas de boliche em Asbury Park, Nova Jérsei, em Asbury Lanes. Mas realmente não há nada como tocar na Europa; festivais gigantes e grandes salões antigos sempre nos surpreendem.

– O rock and roll ainda está vivo ou, como disse Gene Simmons, está morto?

Está vivo. Bandas atuais como Tame Impala, Le Zets, Dead Sara e Crash Kings são puro rock e escrevem canções incríveis. O último disco de Jack White é fantástico. As pessoas ainda amam o poderoso e sincero rock primitivo – é irresistível.

– O que você acha sobre a música pop hoje em dia?

Nós amamos pop. Nós também amamos rap, jazz, country clássico, Chopin, Bjork e muitos outros gêneros para mencionar. Mesmo no que parece ser o mais insano pop top 40 das rádios, você pode sempre encontrar algo engenhoso sobre isso – a produção, as batidas, as letras, o fraseado, o som dos instrumentos – nós gastamos muito tempo ouvindo e aprendendo com todos que podemos, sempre tentando entender o que dá a uma canção um apelo de massa. A música pop é o melhor lugar para estudar isso. Além disso, Michael ama as Spice Girls, Madonna e Alicia Keys, e eu amo Ke$ha, Rihanna e Tove Lo, por isso mesmo quando não estamos estudando o pop, isso rola em segundo plano.

– Quais são os próximos passos do The Love Me Nots?

Estamos começando a trabalhar em nosso sexto álbum, apenas coletando idéias para construir as músicas juntos neste outono e possivelmente gravar no inverno. Estamos indo para o Canadá para uma pequena turnê e um punhado de datas ao redor do sudoeste, perto de casa. Vamos certamente estar de volta a Nova York novamente em breve e estamos esperando convencer a nossa gravadora francesa a nos levar de volta para a Europa na primavera.

The Love Me Nots

– Diga-nos algumas bandas que chamaram sua atenção ultimamente.

Benjamin Booker, Hanni El Khatib, Courtney Barnett, Ty Segall, The Aquadolls, Tame Impala, Portugal The Man.

– Podemos esperar uma visita de vocês no Brasil em breve?

Provavelmente não em 2015, mas nunca se sabe. Se a oferta certa aparece em nosso caminho, nós quase sempre aceitamos. Gostamos de ver novos lugares.

Confira a participação do Crush em Hi-Fi no programa Thunder Radio Show, de Luiz Thunderbird

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Luiz Thunderbird e André Gaspa

Na terça-feira passada participei do programa Thunder Radio Show, que vai ao ar ao vivo toda terça-feira pela rádio Central 3 às 21h.

Estive junto do mestre Luiz Thunderbird no programa que também contou com a presença de André Gaspa (ex-Ira! e atual GaspaBassPlayer, entre outros projetos), a cantora Monique Maion (direto de Venice Beach) e o Rick Cripton (guitarrista do Devotos DNSA, Radinho de Pilha, Alquimistas, GaspaBassPlayer e Dejavu). Confira aqui o programa completo:

O trio texano Purple agita com punk rock festeiro cheio de pitadas de pop em seu disco “409”

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O trio texano Purple

Quando se pensa em Texas, as imagens que aparecem primeiro na cabeça são de rednecks bigodudos e conservadores com o sotaque cockney característico. É exatamente o contrário do que você vê no Purple, trio que junta punk, rock alternativo e pop em um caldeirão cheio de riffs e gritos que valem a pena ser ouvidos.

Formado por Taylor Busby (guitarra/vocal), Hanna Brewer (bateria/vocal) e Joe “Prankster” Cannariato (baixo), o Purple tem um disco na bagagem: “409”, lançado no final de 2014 pela Play It Against Sam Records. “Todas as faixas são bastante diferentes”, contam. “Nós amamos todos os gêneros de música: country, reggae, rap, hip hop, etc. Queremos adicionar um pouco de tudo à nossa música”, disse o guitarrista.

Conversei com Taylor sobre a carreira da banda, o estilo musical, a utilização da internet como meio de divulgação e o amor do trio por festas:

– Como a banda começou?

Bem, eu tocava em uma banda de reggae e a antiga banda da Hanna abriu para nós. Nós dois gostamos do jeito que estávamos tocando e decidimos tocar juntos. O resto é história.

– Por que “Purple”?

Nós apenas queríamos um nome simples. Algo que as pessoas podiam se lembrar. Não há realmente nenhum significado por trás dele!

– Você define o seu som no Facebook como “punk / rock / stuff”. Pode me ajudar a explicar o que seriam essas “stuff”?

(Risos) Bem, a nossa música é bem “all over the place”. Especialmente o novo material. Nós amamos todos os gêneros de música: country, reggae, rap, hip hop, etc. Queremos adicionar um pouco de tudo à nossa música. Portanto, acaba sendo apenas um monte de “coisas” às vezes.

– Quais são as suas principais influências musicais?

Red Hot Chili Peppers é uma das maiores. Ty Segall, UGK, Alton Ellis, The Mars Volta, The Pixies, Yeah Yeah Yeahs.

O trio texano Purple

– Conte um pouco sobre as coisas que você já lançaram até agora.

Todo o material que temos foi escrito em um período de 4 anos. Eu ouça agora e acaba soando meio estranho. Eu era muito diferente naquela época. Porém, essas músicas ainda são muito divertidas de tocar. Muito delas são rock cheio de energia com um pouco de pop granulado em cima.

– Você acredita que o Youtube e a internet em geral ajudam a promover novas bandas e ajudar a divulgá-las em todo o mundo?

É o veículo de hoje para fazer com que uma banda seja conhecida. Em uma época já foi a MTV e a VH1, quando eles realmente passavam clipes, além das lojas de discos. Mas esse material está lentamente desaparecendo… A internet é a única maneira agora e eu acho que é ótimo.

– A banda fala muito sobre festas, baladas e “party hard”. Como isso influencia o som do Purple?

A maioria de nosso material é cheio de energia e quando tocamos ao vivo é como uma grande festa. Nós só queremos que as pessoas se divirtam e não se preocupem com o que os outros pensam. Você só tem uma vida para viver, então viva ao máximo!

– Se vocês pudessem fazer QUALQUER cover, qual seria?

Provavelmente “Sir Psycho Sexy”, do Red Hot Chili Peppers.

O trio texano Purple

– Onde vocês gostariam de ver sua carreira musical em 10 anos?

Nós apenas queremos construir uma grande base de fãs e poder tocar em todo o mundo!

– Vocês estão trabalhando em músicas novas? Quando poderemos ouvir?

Oh sim!! Mas é um segredo, por enquanto.

– Recomende algumas bandas novas que chamaram sua atenção ultimamente.

Leopold and His Fiction, uma fantástica banda de Austin. Ouçam!

– Quando veremos o Purple aqui no Brasil curtindo algumas caipirinhas?

Cara, queremos muuuuuuuuuuito! Isso vai acontecer, eventualmente!

O trio texano Purple

Uma entrevista curta, grossa e engraçadinha com a banda londrina de “hairy scary pop” Wolf Girl

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A entrevista com o quarteto Wolf Girl foi rápida, rasteira e sem firulas, meio parecida com o som do quarteto inglês. Os londrinos oferecem uma mistura de garage rock com o rock alternativo dos anos 90 que se auto intitula “hairy scary pop”. “Eles soam como uma caminhada em uma praia ensolarada e com ventania vestido de James Dean. Sabe, uma daquelas praias cheias de pedregulhos. Como Brighton. É, em Brighton. E você está usando óculos escuros. E glitter”, segundo a definição do Queer Punx Podcast.

Formada por Becky Healey (Guitarra e vocais), Carl Farrugia (Guitarra e vocais), Chris Wood (Baixo) e Christabel Williams (Bateria), a banda tem no currículo os discos “Hey, Wolfgirl” (2013), “Magpies” (2013) e “Mama’s Boy” (2014).

A banda contou um pouco mais sobre a carreira, seus sons, próximos passos e o amor pelo disco “The Simpsons Sing The Blues”:

– Como a banda começou?

Somos quadrigêmeos não-idênticos que foram separados no nascimento. Todos temos uma marca de nascença idêntica na forma de Dinamarca.

– Como você veio com o nome Wolf Girl?

Gilmore Girls, 7ª temporada, Episódio 9. Isso e também da música do Magnetic Fields, “Falling In Love With A Wolfboy”.

Os londrinos do Wolf Girl

– Quais são as suas principais influências musicais?

Blondie, Tullycraft, The Cramps e o disco “The Simpsons Sing The Blues”.

– Podem me falar um pouco sobre o material que já lançaram?

Acabamos de lançar uma fita cassete pela Soft Power Records. É um EP chamado “Mama’s Boy” que gravamos em nosso espaço de ensaio. Estamos trabalhando em lançar mais algumas músicas no momento, então fiquem de olho, teremos um novo álbum no futuro.

– Como é o processo criativo da banda?

Nós entregamos um sacrifício para os antigos e eles nos recompensam com canções pop medíocres.

Wolf Girl em ação

– Como você descreveria o seu som “hairy scary pop”?

Soa um pouco como “ahhhhhhh, wooooooo, ahhhhhhh, yeeeah”.

– Quais são os maiores desafios de ser uma banda independe hoje em dia?

Promotores exploradores de bandas, viajar para shows quando todos nós estamos com muito medo de dirigir, e sexismo/outras ignorâncias da indústria da música.

– Onde você gostaria de ver sua carreira musical em 10 anos?

[Eles enviaram uma imagem como resposta:]unnamed

 

 

 

 

 

 

 

– Diga-nos quais bandas novas chamaram sua atenção ultimamente.

The Spook School, The Tuts, Charla Fantasma, Daniel Versus The World e No Ditching são todas grandes bandas do Reino Unido.

Ouça o som do Wolf Girl em seu perfil no Bandcamp:

Chega de covers: confira 10 locais e festas de São Paulo que apostam em artistas autorais

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Às vezes parece que a cena musical está dominada por bandas covers capengas que dominam as poucas casas noturnas que ainda apostam na música ao vivo. De vez em quando parece que estamos escravos dos covers mal feitos de Van Halen e Pink Floyd que passam por aí se vendendo como “os melhores do Brasil”. Será que as bandas desistiram de criar e resolveram só fazer aquela versãozinha pra ganhar alguma grana na noite? Emmerson Nogueira venceu?

Calma, nem tudo está perdido: ainda existem muitas casas que apostam em música nova de qualidade, convidando artistas autorais e buscando novos sons e talvez até uma nova cena musical, quem sabe? Criei uma pequena lista de casas em São Paulo que convocam artistas e bandas com músicas próprias pra você descobrir que não, o rock não morreu, e não, você não precisa ouvir só o que as rádios e a TV te oferecem. Ah: se você conhece alguma casa que não está aqui e merece a citação (não precisa ser só de São Paulo, lógico)… Por favor, conte pra nós nos comentários!

Neu Club – Rua Dona Germaine Burchard, 421, Barra Funda

Quem já tocou por lá: FingerFingerrr, Deb and The Mentals, Marina Gasolina

Absolutamente todas as festas que rolam no Neu Club contam com um show autoral que abre os trabalhos. O “Esquenta” é sempre gratuito e não convoca bandas covers de jeito nenhum. “A Neu Club conta com o ‘Esquenta’ antes de cada festa, sempre com bandas autorais em shows gratuitos para o público”, conta Dago Donato. “Desde as primeiras festas que eu e o Gui, um dos meus sócios no Neu, promovemos, sempre tivemos a presença de bandas. Odeio o termo ‘banda autoral’ porque nunca nem passou pela nossa cabeça promover algo que não viesse da cena que ajudamos a construir. O ‘Esquenta’ veio como meio de retomar a presença de bandas na casa, porque a gente não tava conseguindo isso de outra maneira. Então, decidimos fazer com shows grátis antes das festas. Acreditamos que as pessoas devem gostar de música boa independente do estilo. Quando começamos as festas da Peligro, há mais de dez anos, nossa intenção era explodir a cabeça da cena da época. A festa acabou sendo um sucesso semanal justamente por misturar tudo. Uma semana podíamos ter o Catatau discotecando clássicos do Fernando Mendes e depois um show de uma banda de noise; na outra o Fábio Massari tocando clássicos do indie rock e um show da Deize Tigrona. Depois dos shows sempre tinha meu set misturando tudo o que eu achava bom. Ou seja, no fim é tudo música.”

Morfeus Club – Rua Ana Cintra, 110, Campos Elíseos

Quem já tocou por lá: Versus Mare, Cranula, ZRM

O Morfeus Club conta com um bom espaço para shows e sempre recebe bandas e artistas autorais em seu espaço. Infelizmente, o movimento ainda é maior quando as festas são… digamos, mais “pop”. “Bem, trabalhamos com bandas autorais desde os idos da Livraria da Esquina (somos os antigos donos de lá). Parece que é nossa sina sermos, vamos dizer assim, patronos nessa área, já que poucos abrem espaço para os independentes”, diz Heitor Costamilan. “Pelo menos é o que ouvimos de monte por aqui. Gostamos de músicas originais, inventivas, diferentes e aonde se encontra isso? Nos independentes, não acha? Eles nunca ficam presos ao conceito comercial da música e acho que isso é o que mais nos atrai. Pena que a semana tenha só 7 dias e desses apenas 2 fazem parte do final de semana, que é o dia que todo mundo quer agendar show. Óbvio que a casa precisa sobreviver e daí agendamos festas que acabam trazendo um público muito maior para o nosso espaço, mas enquanto der e pudermos continuaremos a prestigiar e agendar shows em nosso espaço.”

Astronete – R. Augusta, 335 – Consolação

Quem já tocou por lá: Drákula, Veronica Kills, Belfast

Sim, ainda existem casas com shows de bandas autorais no Baixo Augusta (ainda bem!) Quando você visitar o Astronete, de Cláudio Medusa, é quase certeza que terá uma banda em seu pequeno palco mandando ver, todos juntinhos. O palco pode ser pequeno, mas as bandas que passam por lá costumam fazer barulho do bom. A curadoria das bandas é feita pelo próprio Medusa, que escolhe a dedo quem vai tocar por lá. Duas festas costumam trazer bandas incríveis do underground rocker: Shakesville (às sextas-feiras) e Master Blaster (às quintas). Vale a pena conferir a agenda da casa. As discotecagens também costumam fugir do lugar-comum, tocando 50s, 60s e 70s e não apostando em hits indies como Arctic Monkeys, apesar de o Alex Turner ter passado por lá quando a banda passou pelo Brasil…

Puxadinho da Praça – R. Belmiro Braga, 216 – Pinheiros

Quem já tocou por lá: Vespas Mandarinas, Maglore, Carbônica

Em meio aos badalados e lotados bares da Vila Madalena fica o Espaço Cultural Puxadinho da Praça, um dos grandes centros culturais de São Paulo, tendo recebido mais de 500 shows que vão do rock à MPB. Artistas como O Terno, Tiê e Tarântulas e Tarantinos já passaram por lá. O projeto Circuito Autoral Puxadinho é uma força aos artistas que produzem sons próprios. “O CAP é um espaço para renovação e respiro da cena independente com apresentação de bandas iniciantes que entram em contato com nossa produção. O projeto acontece em algumas sextas e sábados do mês, sempre às 19h, e é uma forma de apoiar e dar boas vindas aos novos artistas. Já passaram pelo projeto bandas como Gestos Sonoros, Projeto Da Mata, Héloa, Amanticidas,  Manalu, Dessinée (PE), Desa, dentre outros”, diz o site do espaço. Além disso, Puxadinho possui os projetos Onda Instrumental e o Ensaio no Puxadinho e Encontro dos Músicos, promovendo jams gratuitas.

Banca Tatuí – Rua Barão de Tatuí, 275, Vila Buarque

Quem já tocou por lá: Serapicos, Isabela Lages, Bela & Mica

A Banca Tatuí, na verdade, é o que o nome diz: uma banca. Com um porém: eles apostam em publicações independentes e fogem de grandes editoras como os fantasmas fogem de Peter Venkman. E lógico que uma banca com uma mentalidade dessas não ia passar longe da música, né? De tempos em tempos, a banca promove shows em seu teto (e às vezes a PM aparece por lá pra acabar com a festa, mesmo que as apresentações sempre rolem antes das 22h) “Nós trabalhamos apenas com publicações independentes – grandes editoras já fizeram propostas para estar na Banca Tatuí, porém declinamos todas. Nada mais justo, portanto, do que ter também música marginal nos nossos lançamentos. Isso reforça nossa identidade, aposta e crença nos novos nomes da arte seja o meio de expressão que for”, disseram.

Serralheria – R. Guaicurus, 857 – Lapa

Quem já tocou por lá: Terno Rei, Bárbara Eugênia, YoYo Borobia

A Serralheria é uma casa que foi criada no espaço que abrigava uma velha serralheria na Lapa, em São Paulo. Juliana Cernea, Miguel Salvatore, Amadeu Zoe e Thiago Rodrigues se uniram e com a ajuda do marceneiro e designer Pawel (JPS) e integrantes do Barulho.org, reformaram e deixaram o lugar como ele é hoje. “Em pouco tempo se estabeleceu uma programação musical cujo principal e árduo objetivo é trabalhar com música ao vivo. A casa recebe semanalmente diferentes propostas musicais que são avaliadas para compor a programação”, diz o site do espaço.

Mundo Pensante – Rua 13 de Maio, 825 – Bixiga

Quem já tocou por lá: Tabatha Fher, Di Melo, Zebrabeat

Sim, a Mundo Pensante fica na 13 de Maio, onde rolam várias casas que apostam em bandas cover e classic rock do mais manjado. O espaço cultural integra eventos de música, artes visuais, artes do corpo e filosofia. As atividades do espaço resgatam um pouco da essência do Bixiga, bairro que foi berço de diversos artistas e espaços que mudaram e ajudaram a criar a cultura da cidade de São Paulo.

Surdina @ Funhouse – Rua Bela Cintra, 567, Consolação

Quem já tocou por lá: Francisco El Hombre!, Nevilton, BBGG

Segundo Dani Buarque, da banda BBGG e uma das criadoras da Surdina, “a festa surgiu em janeiro de 2015. Eu queria uma festa nova na Funhouse e chamei meus amigos Wonder Bettin (guitarrista do Esperanza) e Monteiro (DJ). A Funhouse foi o palco do underground paulista durante muitos anos, todas as bandas tocavam lá, tinha show com bastante frequência. Após a reforma (+ ou – 3 anos atrás), tiraram o palco e nunca mais teve show. Tivemos a ideia de tentar uma coisa com banda lá e a Funhouse apoiou 100% a idéia. Começamos do zero, sem equipamentos nenhum, fazendo corre de pegar tudo emprestado. Depois do sucesso da primeira edição, a Funhouse vem nos ajudando mês a mês e comprando aos poucos tudo que precisamos pra fazer os shows lá. Nas 3 primeiras edições optamos por formatos mais pocket e acústico. Na 4ª edição, arriscamos e colocamos a BBGG pra plugar tudo e levar a batera completa. Foi lotado, lindo e o som ficou animal. Como nos velhos tempos. As bandas que passaram por lá foram Naked Girl and The Aeroplanes, Francisco El Hombre!, Nevilton, BBGG, Blacklist e agora na próxima edição em Julho teremos a banda Esperanza (ex- Sabonetes) que já tocaram bastante na Funhouse quando tinha shows.”

Sensorial Discos – Rua Augusta, 2389, Cerqueira César

Quem já tocou por lá: André Frateschi, Jair Naves, Fábio Cardelli

A Sensorial Discos é uma casa que, claro, vende discos, mas também conta com cervejas artesanais e shows ao vivo dos mais diversos estilos. Porque a casa aposta em bandas autorais e independentes? Lucio Fonseca explica. “A Sensorial é uma loja que sempre apostou e abriu espaço para os autores e músicos independentes, e por isso nada mais coerente e lógico do que abrir a casa apenas para shows autorais, soma-se a isso a imensa qualidade dos trabalhos independentes e do gosto pessoal da nossa equipe, incluído eu, por músicas e bandas novas”.

Casa do Mancha – R. Felipe de Alcaçova, 89 – Pinheiros

Quem já tocou por lá: Camarones Orquestra Guitarrística, Gui Amabis, Carne Doce

Segundo a página do Facebook da Casa do Mancha, o local busca “propagar a paz e a harmonia entre as pessoas”. O melhor jeito de fazer isso é com música, certo? A casa busca juntar o melhor do alternativo em São Paulo, com apresentações que vão do rap ao samba e do rock ao pop/eletrônico. Um local pequeno feito pra juntar quem realmente gosta de música e quer curtir um som sem preocupações.

Cervejazul – Praça Ciro Pontes, 72 – Mooca

Quem já tocou por lá: Mary Chase, Hooker’s Mighty Kick e  inúmeras bandas iniciantes

Se você tem uma banda, deve conhecer o Cervejazul. Talvez você tenha ido ao Cervejazul assistir ao show de algum amigo. Talvez você até já tenha tocado no Cervejazul. Fundado em 2001, o local atua na cena do rock apostando na apresentação de bandas independentes (algumas recém-formadas) em seu palco. É ótimo ter um lugar que aceite as bandas iniciantes e ajude-as a perder a virgindade de palco. Quem sabe uma nova cena rock não esteja nascendo ali?

T-Shirtaholic: The Supremes, The Beatles e Rihanna

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Um dos supergrupos de soul da Motown, responsável por revelar Diana Ross e pelos hits “Baby Love”, “Stop In The Name Of Love” e tantos outros. The Supremes ganharam uma estampa caprichada da Nonsense:

Camiseta The Supremes Nonsense jumbo_zoom200.f0718973d9ecac39e3eca73d029307c0

Quanto? R$ 73,00
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Uma camiseta que alude ao momento em que os Beatles fizeram seu popular show no Shea Stadium, em Nova York. Foi o primeiro show de rock realizado em um estádio aberto, algo que virou praxe desde então. A camiseta é da Strip Me:

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Quanto? R$ 59,92
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A camiseta da Holy Shirt mistura um dos maiores hits de Rihanna com a famosa Umbrella de Resident Evil, inclusive colocando uma roupinha de Jill na cantora:

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Elogiado por Shirley Manson, do Garbage, BBGG planeja dominar o mundo com seu rock cru

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foto por Santiago Liniers

O BBGG tem uma ótima carta na manga: já receberam elogios de ninguém menos que Shirley Manson, a vocalista do Garbage. Ótima maneira de começar uma carreira, não? Formado por Ale Labelle (voz e guitarra), Dani Buarque (voz e guitarra), Joan Bedin (baixo) e Mairena (bateria), o grupo aposta na mistura do som do movimento riot grrrl dos anos 90 com guitarras grunge e uma cozinha de respeito.

Além de ser uma ~girlband~, a maioria das letras do quarteto falam sobre garotas. “Quase todas as nossas músicas são sobre uma garota. Pode ser uma homenagem, uma bela xingada, um xaveco furado”, conta o baterista Mairena, a “máquina de composição” do grupo. Ainda sem disco lançado, o BBGG pretende gravar mais músicas e lançar um clipe ainda em 2015.

Conversei com a banda sobre sua carreira, o significado da sigla BBGG e o mundo das bandas formadas por garotas:

– Como a banda começou?

Mairena: Eu comecei a tocar bateria e tive a ideia de montar uma banda só de meninas, para a qual eu pudesse compor e produzir o som. Eu sabia que o compromisso em ter uma banda ia fazer eu me dedicar mais ao instrumento.

– Me contem como surgiu o nome da banda.

Mairena: Eu tenho um amigo que eu chamo de Bebê Gigante porque ele é barulhento e enorme, já chega sempre esperneando todo. Resolvi homenageá-lo.

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– Quais são suas principais influências musicais?

Mairena: Difícil dizer, eu gosto de música boa de um modo geral, qualquer coisa que me soe honesto e verdadeiro. Gosto de Frank Sinatra a Slayer.

Ale Labelle: Eu sou uma amante das bandas de rock femininas, sempre fui, sempre serei. Desde as mais antigas como The Distillers, Hole, Garbage, Runaways, até coisas mais atuais como a Courtney Barnett, Le Butcherettes, entre outros. Não é mera coincidência que toco em uma girlband hoje em dia…

Dani Buarque: Queens of The Stone Age, Faith no More, No Doubt, Reignwolf (OUÇAM!!!), Muse, ah, várias…

– Como é o processo de composição da banda?

Mairena: Cada música surge de um jeito, mas no BBGG eu tenho feito cada música com um tópico bem certo já, quase todas as nossas músicas são sobre uma garota. Pode ser uma homenagem, uma bela xingada, um xaveco furado. Tem música pra um monte de gente.

Ale Labelle: A verdade é que o Mairena é uma máquina de composição. Dorme e acorda com 3 músicas novas compostas, e pior que todas boas! (risos).

– Me falem um pouco sobre o material que o BBGG já lançou.

Mairena: Tem pouca coisa gravada. “Slippery Blonde” foi o primeiro som que gravamos e a primeira música que compus para a banda. Gravamos com a Debbie, nossa antiga vocalista, e agora regravamos com a nova formação. Tem “VS Angel” também, que vamos regravar logo mais e estamos finalizando nossa música mais foda, que se chama “LITTLE RED DOT”.

BBGG

– Porque é tão difícil ver bandas formadas por garotas no Brasil hoje em dia?

Dani Buarque: A música em geral é um universo com mais homens do que mulheres, não é só no Brasil, creio eu. Não sei se tem uma explicação cultural ou psicológica pra isso (risos)… Mas tem bastante banda sim com mulheres na formação. Uma banda com destaque internacional só com mulheres podemos citar a Nervosa. Som pesado e bem feito. Com mulheres na formação tem uma banda que curto muito do Brasil que chama Far From Alaska. Ah.. tem várias, outra bem massa tbm é a Deb and The Mentals, Hey Ladies, Copacabana Club

– O machismo ainda é forte no meio musical?

Dani Buarque: Não acontece muito com a gente, a gente tá bem no começo pra saber se é forte ou não, pelo que senti até agora ele vem mais inconsciente do que consciente. Ninguém vai botar o dedo na tua cara pra dizer que você não pode tocar porque tem que lavar roupa no tanque. Mas pode vir em pequenas atitudes, como gritar “gostosa” ou “delícia” no palco, e o camarada ainda achar que é um elogio.

– Parece que hoje em dia poucas bandas de rock novas estão cantando em português. Porque a preferência pelo inglês?

Mairena: Eu acho que cada banda tem que cantar na língua que quiser e vale tudo. Rock é isso, né? Música também. Se expressar da forma que mais lhe fizer bem. No mundo todo bandas cantam em inglês, mas no Brasil isso continua sendo um assunto. Inglês é uma língua mundial, bem mais do que uma língua britânica ou norte-americana. Acho incrível que em 2015 as pessoas ainda enxerguem as bandas pela língua em que elas cantam, ao invés de pela qualidade do seu trabalho. Em tempo: temos algumas músicas em português a caminho também. E eu adoraria saber falar francês pra poder compor nesse idioma também.

Ale Labelle: Eu nunca cantei em português pelo simples fato de minha língua nativa ser inglês. As músicas que estamos trabalhando em português agora estão sendo as primeiras da minha vida que to cantando nessa língua que me faz embolar tanto.

– Como a internet e os serviços de streaming (além do Youtube) ajudam as bandas independentes a terem maior projeção? Rola uma resposta de fora do Brasil?

Mairena: A Shirley Manson ouviu e elogiou uma música nossa! Acho que isso responde a pergunta, né? =)

BBGG

– O rock pode voltar ao topo das paradas no Brasil?

Dani Buarque: Pode sim. Acredito muito nisso. A gente tá passando por um momento foda no rock brasileiro, não me lembro de ter fase tão legal que essa desde a minha infância. Sou viciada em ouvir coisas novas e tem MUITA coisa boa rolando. Gosto muito de Vivendo do Ócio, Scalene, Tokyo Savannah, Francisco El Hombre, Water Rats, Far from Alaska.

Mairena: Acho difícil, tá todo mundo muito bunda-mole (bandas, público, jornalistas, ninguém quer arriscar nada).

– Quais são as maiores dificuldades de ser uma banda independente?

Mairena: É tudo difícil, não tem boiada. Se você acha que ter uma banda vai ser só diversão, repense. Na maior parte do tempo é roubada. Mas se você ama tocar e ama a música, não tem como fugir, então vá em frente e se jogue nessa roubada linda.

– Quais são os próximos passos da BBGG? 🙂

Mairena: Gravar mais músicas, fazer um clipe e dominar o mundo.

– Indique algumas bandas e artistas novos que vocês adoram. Se possível, independentes! 🙂

Dani Buarque: Já citei mas aqui vai de novo: Vivendo do Ócio, Scalene, Francisco El Hombre, Reignwolf, Har mar Superstar, Mugison, Water Rats, Tokyo Savannah, Far from Alaska

Mairena: WALVERDES, Monno e Autoramas.

Ale Labelle: Não é banda nova, mas é album novo. Baixem “No Cities to Love” do Sleater-Kinney. Só isso que digo!

Ouça o som do BBGG no Soundcloud da banda:

Próximas datas do BBGG:

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