E se aquele disco clássico virasse um livro? O designer gráfico Christopher Gowans mostra em “The Record Books”

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E se você pudesse ler os quadrinhos “Master of Puppets“, ou o livro “Brothers In Arms”, ou até a grande obra literária “The Dark Side of the Moon”? Foi isso que o designer gráfico Christopher Gowans imaginou, criando diversas capas para livros, revistas e publicações inspiradas em grandes clássicos da música em seu projeto “The Record Books”. Mesmo as capas mais icônicas, como “Abbey Road” foram “transformadas” para parecerem com capas de best sellers pelo artista.

O mais legal é que ele evita seguir o que você espera se já é conhecedor das obras. “Are You Experienced?”, do Jimi Hendrix Experience, vira um livro empresarial dos mais coxinhas, por exemplo. Já “How To Dismantle An Atomic Bomb”, do U2, vira uma apostila e “Horses”, da Patti Smith, um almanaque infantil sobre cavalos. Ah, em cada “livro” existe a sinopse ou uma pequena descrição de onde ele teria sido encontrado. Dá uma olhada no projeto:

"Arquivo encontrado em um tribunal recentemente em desuso na fronteira francesa/italiana perto de Ventimiglia. Ele estava sendo usado, aparentemente, para parar uma mesa de cozinha de balanço"
“Arquivo encontrado em um tribunal recentemente em desuso na fronteira francesa/italiana perto de Ventimiglia. Ele estava sendo usado, aparentemente, para aparar uma mesa de cozinha que estava balançando”
O trajeto de glória na autobiografia de Bruce Springsteen Reginald Grayson. A história de sua ascensão da miséria até o bronze nos Jogos Olímpicos de 1932 em Los Angeles e... bem, é um livro bastante chato."
O trajeto de glória na autobiografia de Bruce Springsteen Reginald Grayson. A história de sua ascensão da miséria até o bronze nos Jogos Olímpicos de 1932 em Los Angeles e… bem, é um livro bastante chato.”
"O polêmico pensador radical dos 60s Kenton 'Sonic' Youth fala sobre a recusa de abraçar a maré de filosofias da Costa Oeste em seu país natal, Papua Nova Guiné."
“O polêmico pensador radical dos 60s Kenton ‘Sonic’ Youth fala sobre a recusa de abraçar a maré de filosofias da Costa Oeste em seu país natal, Papua Nova Guiné.”
"Livro de referência completas e claras para crianças a respeito de todas as coisas sobre eqüinos. Infelizmente, muitas das ilustrações foram desfiguradas por rabiscos e desenhos infantis."
“Livro de referência completas e claras para crianças a respeito de todas as coisas sobre eqüinos. Infelizmente, muitas das ilustrações foram desfiguradas por rabiscos e desenhos infantis.”
"A história de duas irmãs católicas crescendo em uma Grã-Bretanha em transição do pós-guerra. Adivinhem? Ela não termina bem."
“A história de duas irmãs católicas crescendo em uma Grã-Bretanha em transição do pós-guerra. Adivinhem? Ela não termina bem.”
"O carismático whizkid de Harvard, Hendrix tem aqui uma bíblia de auto-ajuda. Um spin-off de seu reality show de sucesso fenomenal  'The Experience'."
“O carismático whizkid de Harvard, Hendrix tem aqui uma bíblia de auto-ajuda. Um spin-off de seu reality show de sucesso fenomenal ‘The Experience’.”
"Thriller rápido de 1958: um condutor sequestra um trem de metrô de Nova York para se vingar de seu rival e ameaçar a vida de sua ex-amante. As últimas 30 páginas estão faltando. Não sei se ela sobrevive."
“Thriller rápido de 1958: um condutor sequestra um trem de metrô de Nova York para se vingar de seu rival e ameaçar a vida de sua ex-amante. As últimas 30 páginas estão faltando. Não sei se ela sobrevive.”
Mais um thriller sangrendo do prolífico Jackson. Neste stalkerfest implacável, detetive particular Dwight Blackman persegue o assassino "Shamone" pela 3ª vez. Irá o psicopata escapar pelos dedos do detetive mais uma vez?"
Mais um thriller sangrendo do prolífico Jackson. Neste stalkerfest implacável, detetive particular Dwight Blackman persegue o assassino “Shamone” pela 3ª vez. Irá o psicopata escapar pelos dedos do detetive mais uma vez?”
"Um pequeno volume de encantamentos ocultistas. Nenhum deles funciona, no entanto."
“Um pequeno volume de encantamentos ocultistas. Nenhum deles funciona, no entanto.”
"Quando uma forma de chuva ácida, causada por um cometa em Urano, parece impedir o crescimento de todos os seres vivos na Terra, a própria existência da humanidade está no fio da navalha. Quando um grupo de pigmeus perceber que o pêssego é a única planta não afetada, eles encontraram uma nova sociedade, com o caroço de pêssego como a sua moeda."
“Quando uma forma de chuva ácida, causada por um cometa em Urano, parece impedir o crescimento de todos os seres vivos na Terra, a própria existência da humanidade está no fio da navalha. Quando um grupo de pigmeus perceber que o pêssego é a única planta não afetada, eles encontraram uma nova sociedade, com o caroço de pêssego como a sua moeda.”
"Mistério de assassinato. O detetive agorafóbico dinamarquês, Jörnn Angstmar, investiga uma série de mortes por veneno em um clube de  palavras cruzadas de Copenhagen."
“Mistério de assassinato. O detetive agorafóbico dinamarquês, Jörnn Angstmar, investiga uma série de mortes por veneno em um clube de palavras cruzadas de Copenhagen.”
"Destinado a crianças com idades entre 8-12, esta encantadora série americana seguiu Rosa em suas aventuras idiossincráticas de coelho. Em Surfer Rosa, ela consegue criar um novo truque que envolve o uso de sua cauda como leme. Outros livros da série mostram a coelhinha em dança de salão e mesmo sendo uma veterinária!"
“Destinado a crianças com idades entre 8-12, esta encantadora série americana seguiu Rosa em suas aventuras idiossincráticas de coelho. Em Surfer Rosa, ela consegue criar um novo truque que envolve o uso de sua cauda como leme. Outros livros da série mostram a coelhinha em dança de salão e mesmo sendo uma veterinária!”
"Manual de instruções para uma marca obscura de computador pessoal. Ligeiramente amarelada, mas completamente sem uso, como a máquina em si, que nunca funcionou. Na verdade, ao abrir-lo para consertá-lo, verificou-se que não têm partes de trabalho de qualquer tipo. Na verdade, continha um tijolo."
“Manual de instruções para uma marca obscura de computador pessoal. Ligeiramente amarelada, mas completamente sem uso, como a máquina em si, que nunca funcionou. Na verdade, ao abrir-lo para consertá-lo, verificou-se que não têm partes de trabalho de qualquer tipo. Na verdade, continha um tijolo.”
"Thriller policial no submundo de Birmingham. O enredo gira em torno de uma quantidade de Quaaludes escondidos em caramelos roubado. E strippers."
“Thriller policial no submundo de Birmingham. O enredo gira em torno de uma quantidade de Quaaludes escondidos em caramelos roubado. E strippers.”
"Dois livros do escritor de crime popular e prolífico May Mercury. Originalmente escritas na década de 1930, essas reedições foram impressas no final dos anos 60. O mordomo não é o culpado em nenhuma das histórias, aliás."
“Dois livros do escritor de crime popular e prolífico May Mercury. Originalmente escritas na década de 1930, essas reedições foram impressas no final dos anos 60. O mordomo não é o culpado em nenhuma das histórias, aliás.”
"Whodunnit sangrento feito por um autor prolífico francês do pano cuja predileção por gore obrigou-o a escrever sob um pseudônimo para que seus leitores - e, na verdade, seus superiores - perdessem a fé nele."
“Whodunnit sangrento feito por um autor prolífico francês do pano cuja predileção por gore obrigou-o a escrever sob um pseudônimo para que seus leitores – e, na verdade, seus superiores – perdessem a fé nele.”
"Manual científico alternativo dos anos 60. Professor californiano Floyd alcançou enorme sucesso com este estudo da influência da Lua sobre o ciclo menstrual. Na verdade, ele foi capaz de fundar sua própria faculdade, especializado no estudo de fertilidade das mulheres. A faculdade não existe mais. Ela foi fechada em 1972, tendo sido arrasada por uma multidão de maridos irritados."
“Manual científico alternativo dos anos 60. Professor californiano Floyd alcançou enorme sucesso com este estudo da influência da Lua sobre o ciclo menstrual. Na verdade, ele foi capaz de fundar sua própria faculdade, especializado no estudo de fertilidade das mulheres. A faculdade não existe mais. Ela foi fechada em 1972, tendo sido arrasada por uma multidão de maridos irritados.”
"Novela sedutora sobre a amizade entre um magnata da imprensa e um rapaz órfão que ele conhece enquanto engraxa seus sapatos. Não o magnata, o rapaz. O rapaz estava engraxando seus sapatos. Os sapatos do magnata. Não seus próprios sapatos, isso não faria sentido. O rapaz estava engraxando os sapatos do magnata. E ele fez amizade com ele. O magnata. Fez amizade com o menino, o rapaz."
“Novela sedutora sobre a amizade entre um magnata da imprensa e um rapaz órfão que ele conhece enquanto engraxa seus sapatos. Não o magnata, o rapaz. O rapaz estava engraxando seus sapatos. Os sapatos do magnata. Não seus próprios sapatos, isso não faria sentido. O rapaz estava engraxando os sapatos do magnata. E ele fez amizade com ele. O magnata. Fez amizade com o menino, o rapaz.”
"Terceira edição de título de curta duração da Elektra Comics. Mesmo para um gênero de fantasia, as histórias eram vistos como exageradas pelo público."
“Terceira edição de título de curta duração da Elektra Comics. Mesmo para um gênero de fantasia, as histórias eram vistos como exageradas pelo público.”
"Spin-off baseado no programa de TV de mesmo nome, onde concorrentes que têm de decidir se mentem sobre suas recentes atividades diárias, sem saber se eles tinham realmente estado sob observação secreta. Hilariante. O livro conta com a participação do mascote do programa, "Ozzy CC ', a câmera de segurança de circuito fechado."
“Spin-off baseado no programa de TV de mesmo nome, onde concorrentes que têm de decidir se mentem sobre suas recentes atividades diárias, sem saber se eles tinham realmente estado sob observação secreta. Hilariante. O livro conta com a participação do mascote do programa, “Ozzy CC ‘, a câmera de segurança de circuito fechado.”

Veja mais livros (ou discos) do artista aqui: http://ceegworld.com/the-record-books/

O duo FingerFingerrr abre com o pé na porta a estreia da festa Rock Lobster, no Neu Club

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Foto: Daniela Ometto

No dia 02 de maio, sábado, estreia no Neu Club a festa Rock Lobster, onde este que vos fala e Raul Ramone (do Degenerando Neurônios) colocarão nas pickups o melhor do rock alternativo, tentando fugir um pouco dos hits repetidos à exaustão na noite paulista. Para inaugurar esta empreitada com o pé na porta, a banda FingerFingerrr fará o show do esquenta, prometendo deixar os tímpanos mais sensíveis zumbindo.

Formado por Flavio Juliano (voz/guitarra/baixo) e Ricardo Cifas (bateria/voz/teclados), o duo FingerFingerrr possui um som que mistura influências de punk rock e hip hop. Em 2013, a banda lançou seu EP de estreia, “The Lick It EP”, partindo na sequência para os EUA, onde fizeram uma série de show, inclusive na lendária casa de discos Cactus, em Houston, além de participar do circuito alternativo do SXSW. No Brasil, os shows continuaram nas principais casas indie de São Paulo, dentre elas a Casa do Mancha, Puxadinho e Beco 203, onde dividiram o palco com a banda francesa The Plasticines. Em 2014, uma nova tour pelos EUA, dessa vez com diversas datas por Nova York e Los Angeles.

Em 2015 a banda lançou seu novo single, “Buck You”, e está preparando seu disco de estreia até o final do ano.

Conversei com Flavio e Cifas sobre a carreira da banda, o single “Buck You” e o circuito independente de São Paulo:

– Como a banda começou?

CIFAS: Eu e o Flavio tocamos juntos desde 2008, tivemos algumas bandas e projetos com outros parceiros. Dentre esses trabalhos a gente montou o FingerFingerrr que, no começo, era um quarteto. Com essa formação gravamos “The Lick It EP” e fizemos diversos shows. Há cerca de um ano nos tornamos um duo e começamos a trabalhar de forma integral na banda.

– Como surgiu o nome FingerFingerrr?

FLAVIO: Eu queria um nome que tivesse uma palavra muito fácil mas que ao mesmo tempo tivesse uma particularidade na sua escrita. Cheguei na palavra “Finger”, que eu sempre gostei e que a maioria das pessoas conhece a tradução. Falei pro Cifas e rapidamente a gente chegou ao FingerFingerrr. É tão legal que tem que ser escrito duas vezes. O nome não é pra ter um significado claro e concreto mas é incrível como a palavra “dedo” sugere um monte de coisa para as pessoas.

– Quais são as principais influências musicais da banda?

FLAVIO: Qualquer música, de qualquer banda ou artista, ou fração de som pode ser uma influência. Mas em termos de sonoridade, dá pra dizer que um ponto de partida pra entender nosso som é baseado em tudo que eu ouvia quando comecei a entender música, de Chili Peppers e Guns N’ Roses, até Blur e Radiohead; e algumas características do rap/punk do Beastie Boys e aquela pressão e atitude do Hip Hop e Rap dos anos 90, e como ele evoluiu até agora.

– Vocês acabaram de lançar o single “Buck You”. Podem falar um pouco mais sobre esta música?

FLAVIO: A primeira versão dela foi feita em 2012 no meu lap. Os timbres eram muito mais puxados para o hip hop do que qualquer coisa. Quando chegou a hora de realmente gravar em estúdio, não estava soando bem. O Gianni Dias, que formou o FingerFingerrr com a gente, produziu a faixa e chegamos num novo arranjo – mais banda, menos computador. O Gianni mixou e masterizamos em Nova York. A história da composição mesmo aconteceu baseada num encontro inesperado que tive com uma ex-namorada numa época que morei em Paris. Eu estava amargo, crítico e tentando entender o coração quebrado – então fui pra Paris ficar mais ‘perto‘ da cultura e cidade dela, mas sem encontrá-la pois a gente não estava se falando. Então, totalmente sem querer, a gente trombou um no outro num protesto em Paris. Conversamos rápida e cordialmente, e pronto… não a vi mais. Alguns meses depois veio a música… o instrumental primeiro, logo em seguida a melodia e boa parte da letra juntos.

– Como é o processo de composição de vocês?

CIFAS: A gente usa várias formas de compor tanto a letra quanto a música e elas sempre se misturam durante o processo. Tem vezes que eu chego com uma ideia, ou o Flavio muitas vezes chega com ideias ou a gente faz jams e começamos uma ideia juntos. A partir dai a gente pega esse material e tenta desenvolver ele ao máximo criando outras partes e caminhos para aquela ideia inicial que pode ser um refrão, um verso, uma melodia ou riff. Nesse processo a gente grava tudo, desde a primeira vez que aquela ideia foi executada até como ela se transformou após um mês tocando e gravando. A gente ouve tudo e bate o martelo de como a musica soou melhor no processo e pronto!

– Se vocês pudessem fazer QUALQUER cover, qual seria?

CIFAS: Tem várias musicas que a gente gosta, “Tender” do Blur é demais, a gente já tocou “National Anthem” do Radiohead, que é muito boa, “AA UU”, do Titãs é muito foda também. Acho que o que não falta nesse mundo é música boa pra se tocar. Mas quanto a isso, acho que o público e as bandas tem que valorizar a música autoral. O “culto” ao cover e principalmente as bandas cover é uma das coisas mais nocivas ao mercado independente e autoral. Primeiro porque essas bandas acrescentam muito pouco pra cena musical da sua cidade, elas apenas reverberam o que já é sucesso e dão subemprego para alguns músicos. Muitas vezes as casas/bares/bandas fazem isso afirmando que o cover atinge mais público e lota a casa. Isso é subestimar o público, é chama-lo de burro. E não somente isso, é querer se eximir de produzir cultura e ganhar dinheiro com isso. Ainda bem que existem diversas casas de sucesso que são voltadas para a música autoral e é cada vez mais crescente a vontade do público de ver coisas novas.

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– O rock pode voltar ao topo das paradas no Brasil?

CIFAS: Isso é uma questão de mercado, não sei se necessariamente isso seria bom pro rock. Prefiro fazer parte do processo que está consolidando o circuito independente de música no Brasil para que as bandas e compositores consigam viver de seus trabalhos em todas as esferas de sucesso, desde o cara que produz um grande hit até o artista independente que tem uma inserção de mercado bem pequena. Não adianta o rock bombar e um artista ganhar milhões e todos os outros não ganharem nada, ou muito pouco. Essa equação está mudando e isso só faz com que as pessoas produzam mais e vivam da sua arte.

FLAVIO: E se o rock voltar ao topo, a banda ícone que bombar tem que fazer muita questão de trazer o gênero inteiro consigo – apoiando, criando um selo, vendendo etc.

– Quais são as maiores dificuldades de ser uma banda independente?

CIFAS: Existem muitas dificuldades para se ter uma banda. Acho que antes de mais nada você deve ter a plena convicção do que quer, da sua ideia, e pensar que música é a sua expressão, é a forma que vai traduzir essa ideia. Sinceridade e honestidade com o que você faz e com o seu público sempre. Ah, e trabalhar quase 24 horas por dia, todos os dias… (risos)

– Quais são os próximos passos da FingerFingerrr?

FLAVIO: Esse ano vamos fazer a turnê de divulgação do nosso novo single “Buck You” pelo Brasil e América do Sul. Também já temos datas marcadas em junho nos EUA. Em setembro entramos em estúdio para gravar nosso primeiro disco mas ainda não sabemos se vamos lançar ainda esse ano ou no começo de 2016.

– No dia 02 vocês se apresentam no Neu Club abrindo a festa Rock Lobster. A casa sempre conta com “esquentas” com bandas autorais. Vocês acham que este tipo de apoio a bandas autorais está em falta em São Paulo?

CIFAS: Eu acho que é crescente a demanda de casas autorais em SP, o público tem ouvido cada vez mais as bandas independente e as bandas estão se propondo a serem cada vez mais profissionais. Essa é uma receita de sucesso. A iniciativa da Neu é super legal, tem tudo pra dar certo e somar com todas as alternativas independentes que estão acontecendo na cidade de São Paulo.

– Quais bandas novas e independentes vocês recomendariam para que todo mundo ouvisse?

CIFAS: Tem muitas: Mel Azul, Pure, Garotas Suecas, VRUUMM, Eduardo Barretto, Inky, Far From Alaska, Vitreaux, Boom Project, Bixiga 70, Bárbara Eugênia, Carne Doce, André Whoong, Nana Rizinni, Holger, Leo Cavalcanti, Moxine, Karina Buhr, Tatá Aeroplano, Wolfgang, DaVala e o Núcleo Sujo, Single Parents, Sheila Cretina, Apanhador Só, Vivendo do Ócio… Isso é que dá pra lembrar de agora…

Ouça “The Lick It EP” aqui:

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Serviço:

Rock Lobster @ Neu Club
Quando: 02/05/2015 (sábado)
Esquenta: FingerFingerrr (22h, grátis – quem chegar para o esquenta não paga para ficar na festa)
Preços:
*Com lista: R$15 (entrada) ou R$40 (consumação)
Sem Lista: R$25 (entrada) ou R$60 (consumação)
Lista: Mande seu nome para [email protected]
*Confirmação no evento do Facebook já garante seu nome na lista https://www.facebook.com/events/1709576705936445/
Endereço: Rua Dona Germaine Burchard, 421, Barra Funda

T-Shirtaholic – Autoramas, Give Pizza Chance e Fifty Shades of Bey

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Nada pode pará-los. Os Autoramas mudaram de formação, agora são um quarteto e estão produzindo o novo trabalho, “O Futuro dos Autoramas”. A HeartBleedsBlue fez duas camisetas bonitonas para a incansável banda de Gabriel Thomaz.

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Quanto? R$ 49,80
Como comprar? http://www.hbbstore.com/pd-1df0e4-pre-venda-20-05-autoramas-naja-escorpiao-camisetas-masculina.html?ct=40882&p=1&s=1
Onde tem mais disso? HeartBleedsBlue


Tudo que estamos dizendo é: dê uma chance à pizza. Afinal, até John Lennon sabe que o pessoal dar uma chance à paz tá difícil de acontecer…

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Quanto? US$ 6,00
Como comprar? http://6dollarshirts.com/t-shirts/Give-Pizza-Chance-T-Shirt-p-12665.html#detailed
Onde tem mais disso? 6 Dollar Shirts


Para os fãs de Beyoncé, 50 tons da ex-Destiny’s Child pra você estampar no peito.

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Quanto? R$ 44,90
Como comprar? http://www.holyshirt.com.br/pd-175b6f-fifty-shades.html?ct=&p=1&s=1
Onde tem mais disso? Holy Shirt

Como Fatboy Slim montou “Praise You” com um soul de 1975 e uma faixa de ensaios de piano

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Em 1998, o hit “Praise You”, de Fatboy Slim, dominava as rádios brasileiras. Um refrão repetitivo, um piano que gruda na cabeça e um clipe divertido fazem deste single um dos maiores sucessos de Norman Cook. Está presente em “You’ve Come a Long Way, Baby”, disco de maior sucesso do DJ.

A letra e voz vêm de “Take Yo’ Praise”, música de Camille Yarbrough lançada em 1975 em seu primeiro disco, “The Iron Pot Cooker”. Um soul funky de encher os ouvidos de qualquer um:

Já o piano que permeia toda a música saiu de um ensaio. Sim, do trecho de um ensaio de Hoyt Axton and James B. Lansing Sound Inc., que começa inclusive com risadas na faixa e contém interrupções. Esta jam, “Balance & Rehearsal”, está no disco “Sessions”, de 1973.

O trecho que Fatboy Slim usou começa aos 2min42seg desta faixa:

10 dos piores exemplos de que o machismo correu solto (e ainda corre) nas letras de rap

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Tem um momento no stand-up de 2004 “Never Scared”, de Chris Rock, em que ele diz que adora rap, mas não dá pra defender o estilo. Motivo: suas letras. Ele cita “Get Low”, de Lil Jon (“To the window / To the wall / To the sweat drop down my balls”) e como “é difícil defender letras como ‘I got hoes in different area codes’” e que às vezes até garotas dançam raps com letras cheias de misoginia.

Será que ele está exagerando? Se você assiste e pensa “ah, não existem letras tão pesadas como o ‘blind the bitch’ que ele brinca ali no final, vai”, acho melhor repensar. Existe coisa até pior e mais violenta que isso. Duvida? Vou dar 10 exemplos de letras machistas e misóginas do rap, mas isso é só a ponta do iceberg. Existe muito mais rodando por aí, e não só no rap: no funk, no rock, no sertanejo e em todos os estilos musicais, infelizmente, a coisa ainda tá feia.

“Fique esperto com o mundo e atento com tudo e com nada / Mulheres só querem/preferem o que as favorecem / Dinheiro e posse, te esquecem se não os tiverem”Racionais MC’s

Em “Mulheres Vulgares”, os Racionais MC’s começam dizendo que vivemos em uma sociedade feminista que considera todo mundo machista. Sério? Temos outros exemplos, como “Em Qual Mentira Vou Acreditar”, do disco “Sobrevivendo no Inferno”, de 1997, com o verso “Que mina cabulosa, olha só que conversa: Que tinha bronca de neguinho de salão / Que a maioria é maloqueiro e ladrão / Aí não, mano! Foi por pouco / Eu já tava pensando em capotar no soco”

“Slut, you think I won’t choke no whore / Til the vocal cords don’t work in her throat no more?!”Eminem

http://www.youtube.com/watch?v=lkMs2YI8x68

Ah, Eminem. Dava pra fazer um post só com os vários versos violentos, homofóbicos e misóginos do loirinho, que normalmente diz que “é brincadeira”. Como no final de “Kill You”, que contém o verso acima. Ou na faixa “Kim”, que é basicamente um diálogo em que ele espanca e mata sua ex-mulher com uma batida de Led Zeppelin sampleada ao fundo, algo como um rap torture porn.

“Bitches ain’t shit but hoes and tricks / Lick on these nuts and suck the dick.”Snoop Dogg

O verso de Snoop em “Bitches Ain’t Shit” mostra o quanto a mulher era valorizada no rap americano na época do lançamento de “The Chronic” do Dr. Dre.

“My little sister’s birthday / She’ll remember me / For a gift I had ten of my boys take her virginity.”Bizarre

www.youtube.com/watch?v=9Tin7x8OPho

Este nojento verso de Bizarre está presente em “Amytiville”, música do (adivinhem?) Eminem. O cara se orgulha de levar dez caras para estuprar sua irmã virgem, um “presente” do irmão. Isso é música que se faça, cara?

“Put Molly all in her champagne, she ain’t even know it / I took her home and I enjoyed that, she ain’t even know it.”Rick Ross

A tática que Bill Cosby supostamente usou para estuprar diversas mulheres aparece aqui na música de Rick Ross “You Don’t Even Know It”. Nojentíssimo.

“Parece que parou comigo pra me atazanar/ Me dá vontade de pegar uma arma e…/ Cala a boca! Eu tô pensando em fazer igual o goleiro Bruno / Falar que tu viajou e te mandar pra outro mundo”Shawlin

Sério que o Shawlin do Quinto Andar se comparou ao goleiro Bruno em um rap que fala sobre como ele tem raiva de “mulher chata”? Sim, a música “A Raiva” é toda sobre isso, mas este verso é de assustar qualquer um.

“E tu vem, meu coração parte e grita assim / ‘arrasa biscate!’ / Merece era uma surra, de espada de São Jorge”Emicida

Emicida é declaradamente contra o machismo, mas entrou em uma polêmica com a música “Trepadeira”, que contém o verso acima. “O tema do machismo no rap é importantíssimo e deve ser debatido e combatido, assim como na sociedade como um todo. Gostaria de lembrar que já colocamos o dedo nessa ferida ao criar “Rua Augusta”, saindo do lugar-comum da mulher como “vadia/produto/objeto”, e humanizando a imagem de uma prostituta. Muito respeito a todas as feministas (principalmente as que me xingaram pouco)”, disse ele, em resposta à polêmica.

“I fuckin’ hate you; I’ll take your drawers down and rape you / While Dr. Dre videotapes you…”D12

O D12, que conta com Eminem e Bizarre, já citados acima, novamente mostra que para eles estupro é algo comum e sem importância. Ou não é isso que esse trecho de “Fight Music” demonstra?

“Rape a pregnant bitch and tell my friends I had a threesome.”Tyler, the Creator

Tyler, The Creator é conhecido por seus “raps ofensivos”. O verso acima é uma “piada” com estupro de grávidas que aparece na música “Tron Cat”.

“And if you got a daughter older than 15, I’mma rape her/Take her on the living room floor, right there in front of you/Then ask you seriously, what you wanna do?”DMX

DMX pega pesadíssimo na letra de “X Is Coming”, ameaçando estuprar a filha de alguém na frente dos pais, caso ela tenha mais de 15 anos. Estupro, pedofilia e violência em apenas uma frase. Dá pra acreditar?

Londrinos do newstargazers querem salvar a sua alma da perdição da indústria musical

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Uma mistura de rockabilly, garage e soul está sacudindo a cena underground de Londres. Formada por Almirante Stargazer (vocais e guitarra), Nacho Heres (baixo), David “Mr. Zoom” Zomeño (teclado) e Rosa Lombas (bateria), o newstargazers quer dominar o mundo e em breve se tornar uma nova referência da cena rocker. Não sou eu que estou dizendo, o próprio Almirante me falou isso!

Inspirada em nomes como Otis Redding, The Rezillos, Del Shannon e The Gories (especialmente o The Gories), a banda une a sujeira do garage rock, a energia do soul e o ritmo do rockabilly em um som dançante e divertido. Conversei com o band leader Almirante Stargazer sobre a cena underground londrina, sonhos com William Shatner e como a indústria musical pode roubar a sua alma:

– Como a banda começou?

Eu sou amigo do Nacho desde a faculdade. Estávamos sempre tocando em bandas diferentes e pensando em tocarmos na mesma. Eu estava vivendo em Madrid em 2013, mas pensando em um novo começo para minha vida. Nacho estava vivendo em Londres e eu decidi ir pra lá também e dar uma chance! Formamos a banda com a ajuda do fabuloso David Zoom e um monte de bateristas diferentes. Depois de três bateristas, ficamos com a talentosa Rosa Lombas, a mais simples e poderosa baterista de todos os tempos! Depois de ensaiarmos por um ano, a banda ficou pronta. Começamos a tocar em Londres com um ideia clara: estamos dando nossa cara para o rockabilly para levá-lo a uma nova dimensão.

– Quais as suas principais influências musicais?

Del Shannon, Gene Vincent, Johnny Kidd, Otis Redding, Johnny Burnette, The Remains, The Rezillos, The Gories, The Gories THE GORIES!!! Aliás, nós chegamos a falar do The Gories?

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– Pode me falar do que já lançaram até agora?

Temos um EP independente chamado “Monster Songs for Mutant Hearts”. Queremos gravar um novo EP logo, talvez o título possa ser “Mutant Songs for Monster Hearts”. Ainda não sei, mas uma coisa é certa: teremos mais material bom em breve!

– Você acha que o Youtube e a internet em geral ajudam a divulgar bandas pelo mundo?

É possível que o Youtube esteja ajudando novos artistas, mas na verdade você sempre precisa de boas músicas. Se você não tiver boas músicas, está fora. newstargazers só fazem hits. Duvidam? Vão ao nosso Soundcloud, irmãos e irmãs!

– Como é o processo criativo de vocês?

O processo criativo é bem simples; William Shatner, Mick Collins e Del Shannon vêm me ver em meus sonhos e me ensinam como fazer a música. Depois, Nacho escreve as letras. Todas são sobre as aventuras dos newstargazers. Mr. Zoom adiciona seus lindos arranjos de teclado e Rosa coloca sua mistura de sua linda e melódica voz e bateria simples e poderosa. Nós não temos como falhar com esse sistema, Sir!

– Se vocês pudessem fazer cover de QUALQUER música, qual seria?

Nós tocamos algumas músicas do Del Shannon e The Gories. “Keep Searchin’” e “Thunderbird ESQ” estão entre elas. Talvez no próximo show a gente toque apenas músicas desses deuses do rock’n’roll!

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– Como você definiria o som do newstargazers?

Nosso som é uma mistura de rockabilly rápido, garage sujo e black soul. Isso é o guia newstargazers para fazer músicas dançantes que soam poderosas.

– O que vocês acham das músicas que estão sendo lançadas hoje em dia?

A música é sempre um conceito livre. O problema aparece quando a indústria quer fazer hambúrgueres com música. Quando você é criança, você não tem proteção da indústria. Você acaba ouvindo coisas muito comerciais. Se você tiver a boa sorte de ter bons amigos com bom gosto musical, está salvo. Se não tem essa sorte, sua alma está amaldiçoada. Mas não se preocupe, newstargazers vai salvar suas almas!

– Onde vocês gostariam de ver sua carreira em 10 anos?

É bem possível que sejamos uma referência do novo rock’n’roll.

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– Fale quais bandas novas chamaram sua atenção recentemente.

Bandas novas? O que é isso? Os newstargazers apenas ouvem The Gories e Del Shannon, o resto não é excitante e perigoso o suficiente para nós! De qualquer forma, às vezes ouvimos outras coisas… Mr. Zoom gosta de uma banda chamada Black Rebel Motorcycle Club. Nacho é fã do Oh!Gunquit e MFC Chicken, talvez as duas melhores bandas da cena underground de Londres. Rosa está ouvindo bastante o novo disco dos Raveonettes. Às vezes ouço a banda revolucionária V8ford. Você pode ouvir a música deles aqui: http://www.viruk.com/v8ford/ Ah, não sei se falei pra você de duas bandas muito boas: The Gories e Del Shannon

Ouça as músicas do newstargazers no Soundcloud dos caras:

Zabelê, ex-SNZ, lança seu primeiro disco solo: “não quis trazer a família para o álbum, queria realizar todo o processo sozinha”

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11117039_477479875737978_1102565398_nDas três irmãs, Zabelê Gomes é a que mais se parece fisicamente com a mãe, Baby do Brasil (ex-Baby Consuelo). Com uma mãe dessas e um pai como Pepeu Gomes, é claro que ela enveredaria mais cedo ou mais tarde pela carreira musical, o que fez junto com suas irmãs Sarah Shiva e Nãna Shara no projeto pop SNZ em 1997. Com o fim do trio em 2009 e a conversão de suas irmãs pela religião evangélica, Zabelê resolveu enfim seguir seu primeiro voo solo musical.

Seu primeiro disco solo conta com um time de peso: foi produzido por Domenico Lancellotti e conta com músicas de Pedro Sá, Rubinho Jacobina, Alberto Continentino e Kassin, além da participação de Moreno Veloso na música “Cara de Cão”. Em sua primeira investida sem a família, Zabelê mostra seu timbre único e se desprende um pouco do pop que fazia com o SNZ, indo para um lado mais puxado para MPB/alternativo.

Conversei com Zabelê sobre sua carreira, a influência da família em sua música e, claro, sobre o disco “Zabelê”:

– Como você definiria o conceito de seu primeiro álbum solo?

Acho que é um disco solar, leve e positivo.Tem uma mistura de MPB contemporânea e alternativa.

– Você se juntou a nomes de peso para o disco. O que levou você a escolher estas pessoas para te acompanhar nesta nova fase?
Quando convidei o Domenico para produzir, fizemos uma laboratório musical para escolha do repertório e a concepção do disco , achamos que esses músicos traduziriam perfeitamente a nossa ideia e que casariam com o disco, com as músicas e os arranjos, além de serem todos grandes amigos.

– Você está em uma fase de redescobrimento, inclusive vocalmente. Sente que alguma coisa mudou em relação a seus trabalhos anteriores, neste sentido?
Sim, estou em uma fase totalmente diferente, me descobrindo vocalmente e curtindo muito essa busca. É muito gostoso você poder usufruir da sua voz de varias maneiras e formas, é um privilégio. E esse que é o barato de um trabalho novo, o aprendizado a cada nova fase.

– Quais são suas maiores influências musicais?
É dificil rotular e escolher 1 ou 2, prefiro dizer que vai de Novos Baianos a Michael Jackson. Venho de uma geração de muitas influências diferentes, tivemos uma MPB fortíssima e um cenário Pop muito grande.

– Se você pudesse fazer QUALQUER cover, qual seria?
Tem muitos artistas que tenho vontade de cantar e eles estão na minha lista de projetos futuros. Pensamos até em regravar algum nesse disco, mas no final achamos que já tinhamos um repertório redondo que se completava. Mais posso adiantar que Novos Baianos e Caetano já estão na minha lista.

– Você está preparando o primeiro clipe de seu disco. Qual será a música? Pode me falar um pouco mais dele?
Sim, estamos preparando o clipe da música “Nossas Noites” ainda não posso te revelar muitos detalhes, mais o que posso dizer é que esta ficando lindo e tem um clima de “Jazz” dos anos 60, gravado todo em preto e branco!

10995059_803896789689361_1885526457_n– O que você acha das músicas que atualmente estão nas paradas de sucesso no Brasil?
Não me ligo muito nisso, acho que a internet nos deixou mais democráticos e a gente não precisa ficar refém das paradas de sucesso. O nosso Brasil é muito rico musicalmente e temos um leque da nova geração musical super interessante por aí, que necessariamente não estão nas paradas.

– A cultura do álbum ainda existe ou hoje em dia é mais vantajoso lançar apenas singles para que sejam baixados ou tocados em streaming?
Acredito que essa cultura do álbum ainda exista sim, apesar de não ter nada contra as questões de streaming, eu vejo o álbum de forma diferente, mais pelo lado artístico musical, como um trabalho que a cada música, a cada arranjo se completa, e que tem uma linguagem e uma concepção como um disco. Aprecio o encarte, os arranjos, e a visão daquele artista, e para isso precisamos conhecer a sua obra por completo e o que ele quis passar.

– As pessoas ainda associam muito seu nome ao SNZ? Você tem saudades desta época?
Foi uma época muito gostosa e eu aprendi muito com o SNZ, sou muito grata ao tempo que trabalhei com as minhas irmãs. As pessoas ainda me associam ao grupo e isso é muito normal, fizemos muito sucesso e o público tem muito carinho e saudade. Acho que aos poucos eles vão entender quem é a Zabelê e que agora estou seguindo um novo caminho e trilhando a minha carreira solo. Estou apaixonada pelo meu trabalho assim como foi com o SNZ e quero que as pessoas vejam isso.

– Em toda entrevista as pessoas trazem à tona o nome de seus pais. Isso te incomoda? (Se incomoda, desculpe!)
(Risos) Já estou muito acostumada! tenho muito orgulho de ser filha deles e de toda historia que eles viveram. Eles são uma referência para mim, são a minha faculdade musical. Aprendi com eles, assistindo e participando de todos os processos musicais. É claro que somos de outra geração e as pessoas tem um pouco de dificuldade de entender que somos diferentes deles. Nosso som, nossa música não é e nunca será igual a deles, nossa influência está no sangue.

10956710_1417952835180556_1255347333_n Você é uma das poucas de sua família que não se converteu à religião evangélica. Sua mãe e suas irmãs deram alguma opinião sobre seu novo trabalho? Você chegou a mostrar pra elas?
Sim, das irmãs eu sou a única que não sou evangélica e não quis trazer a família para participar desse álbum pois queria realizar todo o processo sozinha e curtir esse tempo de busca pessoal que é totalmente meu. Mostrei o trabalho já pronto para eles.

– Quais artistas desconhecidos você adora e acha que as pessoas deveriam conhecer?
No momento estou ouvindo o som do Stephane San Juan e do Moreno Veloso, eu recomendo!

Ouça a prévia de “Zabelê” aqui:

T-Shirtaholic: De Falla, Rihanna e Johnny Cash

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Edu K passou por diversos estilos musicais à frente do De Falla, uma das bandas mais criativas que o Brasil já teve. Que tal ostentar uma bela camiseta da trupe responsável por clássicos como “Repelente” e “It’s Fucking Boring to Death”?

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Onde tem mais disso? CoffinFangStore


Junte Rihanna com o logo clássico do Nirvana e você tem um mashup digno de João Brasil.

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Usar camiseta do Johnny Cash é sinal de bom gosto. Não importa a estampa. Ah, e tem que ser preta. Camiseta do Johnny Cash que não seja preta perde automaticamente o direito de ser uma camiseta do Johnny Cash.

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“Big Pimpin”, de Jay-Z, veio de “Khusara Khusara”, do percussionista egípcio Hossam Ramzy

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Novamente, o mundo dos samples nos traz conexões intercontinentais. Afinal, não é sempre que um rapper arranja um sample vindo diretamente do Cairo, no Egito. Lembram de “Big Pimpin'”, sucesso de Jay-Z de 1999? Produzido por Timbaland, o single veio do quarto álbum do rapper, “Vol. 3… Life and Times of S. Carter”. Atingiu a posição #18 na Billboard Hot 100 e #1 na parada Rhythmic Top 40. Jay-Z já não se orgulha muito da letra da música, hoje em dia. “Algumas letras se tornam muito profundas quando você as vê escritas. ‘Big Pimpin’ não. Esta é a exceção. É tipo, eu não acredito que eu disse aquilo. E continuei falando aquilo. Que tipo de animal diria esse tipo de coisa? Lendo aquilo é bem difícil.”

O sample que você ouve e não desgruda da cabeça é de “Khusara Khusara”, tocava na versão de Hossam Ramzy.

O percussionista e compositor egípcio Hossam Ramzy já trabalhou com pessoas como Jimmy Page e Robert Plant, Ricky Martin, Shakira, Rachid Taha e Khaled, entre outros. Além disso, trabalhou com Peter Gabriel na trilha sonora do polêmico “A Última Tentação de Cristo”, de Martin Scorsese. Ah, é casado com a dançarina do ventre brasileira Serena.

“Khusara” na verdade é de Abdel Halim Ali Shabana, nascido em 1929, o que deu até um rolo na época, já que os detentores dos direitos da música ficaram meio putos com o sample do Jay-Z…

Solomon Death assina a trilha sonora do quadrinho “Apagão – Cidade Sem Lei/Luz”, de Raphael Fernandes e Camaleão

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Imagem2Imagine que um dia a energia elétrica de todo o país acabe, sem previsão de voltar. Nada de tomadas, luz elétrica e muito menos telefones, rádio, TV e internet. As pessoas, assustadas, passam a formar gangues de acordo com suas ideologias, criando algo como um “Warriors” com nazistas, PMs sedentos por sangue, fanáticos religiosos que pregam o ódio, feministas extremas… Parece desesperador? Esse é o ponto de partida de “Apagão – Cidade Sem Lei/Luz”, com roteiro de Raphael Fernandes e desenhos de Camaleão (Revista Mad). O quadrinho, lançado pela editora Draco, ganhou uma trilha sonora que acompanhada o clima de desespero e violência.

Assinada por Solomon Death, projeto de Ron Selistre (ex-Damn Laser Vampires), a trilha acompanha a ascenção da gangue de capoeiristas Macacos Urbanos, uma das poucas que parece ter bom senso e quer reestabelecer a ordem em meio ao caos insano que o mundo se torna após o fim da eletricidade.

O lançamento de “Apagão” acontece em São Paulo no dia 25 de abril, na loja Geek da Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, e no dia 2 de maio, na loja Comix Book Shop, na Alameda Jaú.

Conversei com Raphael e Ron sobre a trilha sonora e o projeto “Apagão – Cidade Sem Luz/Lei”:

– Vamos começar do começo: como rolou o convite pra fazer a trilha sonora do projeto Apagão?

Raphael: Quando tive a ideia de que “Apagão” poderia ter uma trilha sonora, eu não tive dúvidas. Procurei o Ron Selistre e falei que queria uma trilha do Damn Laser Vampires. A parte triste é que soube em primeira mão que o DLV havia encerrado suas atividades. Foi quando o Ron me falou que tinha um projeto paralelo chamado Solomon Death e me mandou um link do Soundcloud. O negócio não era o punk de garagem dos DLV, mas era um pós-punk extremamente competente e sinistro. Não tive dúvidas, queria aquele clima pra “Apagão: Cidade Sem Lei/Luz”.

Raphael Fernandes (Foto por Rafael Roncato)
Raphael Fernandes, autor de “Apagão”

Ron, qual foi a inspiração para criar as músicas da trilha de Apagão? Quais influências musicais você diria que as composições tem?

Ron: Acho que foi um processo automático, no sentido de uma coisa naturalmente puxar a outra; eu não tinha lido a HQ ainda, mas a descrição que o Rapha me passou era bastante tridimensional. Uma guerra de gangues durante um black-out em São Paulo, envolvendo capoeira, skate e algum misticismo, isso foi o suficiente pra me instigar. As próprias influências que ele e o Camaleão tinham pesquisado pra fazer a história já traziam muita música embutida: “Warriors”, por exemplo, tem uma trilha clássica. Mas não era minha intenção seguir aquela linha, acho que ela foi bastante reeditada por muita gente. E uma das coisas que me atraía era a ideia de compor uma trilha pra uma história sombria e violenta sem precisar necessariamente apelar pra algo hardcore. A violência, o perigo, a tensão precisavam estar na música, mas num nível mais “frio na espinha” e menos soco na cara. Durante as conversas com o Rapha ele mencionou a trilha do game Streets of Rage, e foi quando fez sentido qual era a direção a seguir – a trilha de Apagão seria algo nostálgico, alguma coisa que combinasse com a estética dos games dos 90. O que tem relação nítida com o que o Vangelis fez pro Blade Runner, ele foi inegavelmente uma influência forte.

– A história já começa citando “Bichos Escrotos”, dos Titãs, em suas primeiras páginas. Esta música influenciou em algum sentido a trilha?

Raphael – Não sei se o Ron teve acesso a essa informação quando começou a gravar, pois eu estava falando com o Nando Reis para conseguir a autorização. O que posso afirmar é que eu e o Camaleão fomos influenciados pela música desde o começo. Praticamente escrevemos a abertura de Apagão como uma abertura de filme com uma trilha sonora forte. O Camaleão é doente por música dos anos 80 e fiz questão de colocar algo desse período para ele desenhar!

Ron – Sobre a inclusão de “Bichos Escrotos” na HQ, eu só soube muito depois que a trilha já estava adiantada. Achei que tem tudo a ver. Apesar da história ser ambientada num tom futurista, sempre a imagino como algo totalmente inserido no pós-punk brasileiro dos 80, aquele cenário Carecas do ABC. Numa realidade paralela, “Apagão” pode ter sido lançada em capítulos num zine em xerox ali por 86.

Imagem1Falem 5 músicas que vocês escolheriam para colocar em uma playlist se vivessem no universo de Apagão. (Lógico, se tivessem a sorte de ter um celular, walkman ou mp3 player com bateria!)

Raphael – Eu sempre monto trilhas sonoras para ouvir enquanto escrevo e edito meus projetos. Posso dizer que as 5 mais importantes para este projeto foram:
“Pânico em SP”Inocentes
“Oi, tudo bem?”Garotos Podres
“São Paulo”365
“Isto é Olho Seco”Olho Seco
“São Paulo By Day (Trombadinhas da Cidade)”Joelho de Porco

Ron – Minha playlist no universo de Apagão seria:
“Sobre as Pernas”, Akira S e as Garotas que Erraram
“Tão Perto”, do Cabine C
“Proteção”, da Plebe Rude
“Gotham City”, do Camisa de Vênus
“Me Perco Nesse Tempo” das Mercenárias

Raphael – Cara, praticamente a outra metade da minha trilha. (Risos)

– O que rolou com o Damn Laser Vampires e qual é a proposta do Solomon Death?

O DLV terminou porque chegamos numa conclusão pra história. Era o fim daquele trabalho, só isso. Ninguém brigou, ninguém se separou, pelo contrário. Tivemos um meio e um início incomuns. Decidimos que teríamos um fim incomum. O Solomon Death é essencialmente uma coleção de baladas e canções synth pop gravadas com tecnologia muitíssimo baixa. Sou eu, um computador e às vezes um violão ou uma guitarra. Me dá muito prazer fazer isso.

– Qual a importância da trilha sonora para uma história em quadrinhos?

Ron: Eu costumava ler ouvindo música, especialmente quadrinhos. Hoje gosto de ler em total silêncio, mas é diferente pra cada pessoa. O Rapha, na condição de autor, pode falar melhor sobre a ideia dele de pensar em uma trilha pra “Apagão”; na minha visão, quadrinhos são uma mídia tão espetacularmente rica que em muitos casos você pode ouvir música ali sem existir realmente uma trilha sonora. A trilha de Apagão é um “nível extra” na coisa, uma materialização dessa ideia.

Raphael: Concordo com o Ron, a trilha sonora é a oportunidade de uma nova experiência de leitura. Afinal, as HQs acabam gerando sons e efeitos no leitor apenas através de sua riquíssima linguagem.

11130050_789232991173204_1657630918_n– Ron, você já havia feito alguma trilha sonora antes?

Ron: Fiz as trilhas das campanhas de lançamento do Fantaspoa (o Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre), do qual fui diretor de arte, nas últimas três edições.

– Quais são suas trilhas sonoras preferidas?

Ron: São muitas. Ficaria dando nomes de trilhas até amanhã. Vou citar três. “Bram Stoker’s Dracula” do Wojciech Kilar, a trilogia Star Wars do John Williams, e “Blade Runner” do Vangelis. E das mais recentes, a trilha do “Drive” é absolutamente perfeita. Fora do “formatão Hollywood” eu amo o que o Neil Young fez em “Dead Man”.

Raphael: Minhas trilhas favoritas são nada a ver com “Apagão”. Meu primeiro CD foi a trilha de “Batman Forever”, que eu gosto até hoje. Outra que ouvi bastante foi a trilha de “Alta Fidelidade”. Recentemente, eu me vi apaixonado pelas trilhas de “Scott Pilgrim Contra o Mundo” e “Guardiões da Galáxia”.

– É a primeira trilha sonora de quadrinhos que eu conheço. Esse tipo de trilha já rola normalmente?

Ron: Não tenho notícia de outras trilhas de HQ, mas imagino que existam. Presumo que vamos começar a ver mais. Seria legal.

Raphael: Existem outras trilhas sonoras, como a trilha de “Achados e Perdidos”, que foi a grande inspiração para fazer um para “Apagão”. “Achados” foi o primeiro projeto de quadrinhos financiado através do Catarse. No entanto, eu já vi o contrário. Um disco que gerou uma história em quadrinhos: “Greendale”, de Neil Young.

– O quanto a trilha sonora de Apagão influencia na experiência do leitor?

Ron: Espero que seja uma soma na experiência. Mesmo antes de a HQ sair, a gente já tem relatos de pessoas que dizem usar a trilha pra trabalhar, o que sugere que ela ajuda em algum processo criativo. Ler é um processo de co-criação, então acho que conseguimos alguma coisa.

Raphael: Nossa ideia é que a trilha sonora levasse o leitor para dentro daquele universo tenso e sinistro de uma cidade grande dominada pelo caos e a violência. O trabalho do Ron superou em muito qualquer das minhas expectativas e acrescenta bastante à obra.

envelopeju.cdrOuça a trilha de Solomon Death para “Apagão – Cidade Sem Lei/Luz” aqui: