T-Shirtaholic: “Hendrix”, “Music Festival” e “Tonight, Tonight”

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A primeira camiseta de hoje ilustra um dos maiores guitar heros de todos os tempos (senão O guitar hero por definição): a marca Verso fez uma bela ilustração mostrando Jimi Hendrix em toda sua glória como um super-herói das seis cordas. Em chamas, como ele bem canta em “Fire”.

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Onde tem mais disso? Verso

Foi no Lollapalooza? Vai no Monsters Of Rock? Mal pode esperar pelo Rock In Rio? Já foi ao Wacken? Tá superafim de ir num SXSW? You couldn’t wait for the summer and the Warped Tour? Bom, esta camiseta é pra você:

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Se você é fã da banda de Billy (desculpa, William) Corgan e principalmente de um dos melhores clipes de todos os tempos, encontrou a camiseta ideal pra você. Aposto que em 1997 você estava grudado na Mtv pra gravar o clipe de “Tonight, Tonight” em VHS. É, velhos tempos sem Youtube, né…

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Onde tem mais disso? El Cabriton

O que andei ouvindo – 24 a 30/03

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Cypress Hill – Peguei o primeirão do Cypress Hill essa semana pra ouvir. Muito bom. A trinca de abertura já mostra do que os caras eram capazes: “Pigs”, “How I Could Just Kill a Man” e “Hand On The Pump”. Clássico.

Ice-T – Se você acha que a mistura de rap e rock que assolou o fim dos 90s e o começo dos 00s veio puramente do Run-DMC tocando com o Aerosmith, precisa ouvir o discurso de Ice-T antes da paulada “Body Count” no disco “Original Gangster”.

Aerosmith – Ouvi bastante o “Pump”, um dos discos que reergueu a banda de Steven Tyler nos anos 80 depois de uma longa decadência no fim dos 70s.

Um roteiro do que eu assistiria se por acaso fosse ao Lollapalooza 2015 (a grana anda curta, sabe como é…)

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17296982Tá chegando mais uma edição do Lollapalooza no Brasil. Novamente, temos várias bandas e artistas de quem você nunca ouviu falar, alguns medalhões consagrados e algumas bandas que mereciam há muito tempo um belo show em terras brasileiras e finalmente aterrissaram por aqui.

Se você vai no Lollapalooza, minhas recomendações são de que vá com as pernas descansadas (sugiro um belo aquecimento antes. Festival cansa, não vá pensando que é mole) e escolha bem o palco onde irá ficar. Não fique com vergonha de sair no meio de um show que você achou que seria imperdível, mas está mais chato que o Caldeirão do Huck. Não deixe de explorar, assim que você acaba descobrindo bandas incríveis.

Ah, e se você está indo só pra ficar tirando selfies e não vai prestar atenção em nenhum show, faça um favor: tente não ficar levantando o celular pra tirar foto/filmar durante os shows. Sério, vai por mim, é chato pra caralho pra quem foi lá pelo que devia ser o tema do festival: a música.

Abaixo, um roteiro com os shows que eu assistiria se fosse ao Lollapalooza 2015 (sabe como é, a grana anda curta!) Não, não tem nenhum artista do Palco Perry, pois não sou lá muito chegado em música eletrônica. E o palco Kidzapalooza pode merecer uma passada quando você estiver de bobeira:

Horários Lollapalooza 2015 sábado12h05 – Baleia (Palco Skol) A banda do Rio de Janeiro vai abrir o festival com sua mistura de indie, rock alternativo, música brasileira e afins. O disco “Quebra Azul” deve compor grande parte da apresentação. Bom pra começar o dia.
13h – Boogarins (Palco Axe) Hora de voltar à psicodelia dos anos 60 com as músicas do quarteto goiano vindas do disco “Plantas Que Curam”, de 2013.
14h50 – Fitz and the Tamtruns (Palco Onix) Nunca tinha ouvido essa e me recomendaram ouvir. “House On Fire” já me pegou pelo pescoço na primeira audição. O show promete ser bacana e se depender das músicas do grupo de Los Angeles, o povo não deve ficar parado!
15h30 – Kongos (Palco Axe) Uma banda vinda da África do Sul, formada por quatro irmãos e que conta com um acordeom nas músicas, misturando rock alternativo e o ritmo africano kwaito. Vale a pena dar uma olhada, nem que seja por curiosidade. Ah, e você provavelmente já bateu o pezinho ouvindo o hit “Come With Me Now”.
17h – St. Vincent (Palco Axe) Annie Erin Clark começou a carreira na incrível banda The Polyphonic Spree e desde 2007, com o disco “Marry Me”, segue carreira solo com o nome St. Vincent. No ano passado ela foi um dos destaques da apresentação dedicada ao Nirvana no Rock and Roll Hall of Fame, onde cantou “Lithium”. Sua mistura de indie, rock alternativo e pop merece ser conferida.
18h20 – Robert Plant (Palco Skol) Você não precisa ser fã de Led Zeppelin pra querer dar uma olhada no show do tio Plant. Sim, ele canta alguns sons do Zep, mas fique de olho também nas músicas mais atuais do senhorzinho de voz poderosa, como “Turn It Up”, do disco “The Ceaseless Roar”. Se você é fã do Zeppelin, devem rolar clássicos como “Babe, I’m Gonna Leave You”, “Black Dog” e “Going To California”.
20h15 – Marina and The Diamonds (Palco Axe) O show deve ser baseado no disco “Froot”, de 2014, com suas letras confessionais e o poderoso vocal rouco da cantora. Se ela seguir o que fez no SXSW, músicas mais pop como “Froot” e “How To Be a Heartbreaker” devem dar o tom da apresentação.
21h15 – Jack White (Palco Axe) Você pode até achar Jack White um mala sem alça, mas tem que dar o braço a torcer no quesito talento. O show terá músicas dos inúmeros projetos de White, especialmente White Stripes, Racounteurs e de seus elogiados discos solo. Ah, se tivermos sorte, pode rolar o que aconteceu na Argentina, quando Robert Plant subiu ao palco e eles tocaram “The Lemon Song”. Cruze os dedos aí!

Horários Lollapalooza 2015 domingo12h40 – Far From Alaska (Palco Onix) A banda potiguar (adoro escrever essa palavra) é um dos nomes que mais prometem na nova cena do rock nacional. As músicas do grande disco “modeHuman” e do EP “Stereochrome” são perfeitas pra começar bem o domingão de shows. m/
13h30 – Molotov (Palco Skol) VIVA MEXICO CABRONES! Essa aqui é uma das poucas bandas que me fariam ir ao  Lollapalooza, por ser uma das minhas preferidas desde os anos 90. O quarteto mexicano promete hits como “Puto” e “Gimme The Power” e pauladas na orelha como “Chinga Tu Madre” e “Mátate Teté”, do incrível disco de estreia da banda, “¿Donde Jugarán Las Niñas?”
14h30 – O Terno (Palco Axe)  O trio paulista vai apresentar com o recém-contratato baterista Biel Basile as músicas de seus dois discos e um compacto. Destaques para o sucesso “66”, um dos últimos hits da finada Mtv Brasil, e “TicTac”.
15h25 – Interpol (Palco Skol) Vai me dizer que você não conhece o Interpol? A banda já era bacana lá na explosão do indie rock do começo dos anos 2000 (com o hit “Slow Hands”, lembra?) e continuou mandando muito bem em discos como o incrível “Our Love To Admire”. No show os caras devem focar no álbum “El Pintor”, o mais recente da trupe de Paul Banks, muito elogiado pela crítica e com grandes músicas como “All The Rage Back Home”
16h30 – The Kooks (Palco Onix) A banda de Brighton tem um show bacana, mesmo eu tendo parado de acompanhar eles mais ou menos quando lançaram “Naïve” (é, láááá no comecinho).
17h30 – Pitty (Palco Axe) Sim, eu prefiro ver a Pitty do que o Foster The People, tô nem aí. A Pitty tem uma banda coesa, alguns sons calcados no stoner e sabe como interagir com a plateia. Some isso a eu achar Foster The People uma banda chatinha e voilá. Ah, e você sabe cantar praticamente todas, além disso. Vai lá e solte a voz.
20h30 – Smashing Pumpkins (Palco Axe) Sabe-se lá como será o show da banda de Billy (opa, desculpa, William) Corgan, mas se seguirem o set do Lolla Argentina, vale a pena por belas músicas de quando a banda ainda contava com Darcy, Jimmy Chamberlain e James Iha, como “Cherub Rock”, “1979”, “Disarm” e “Bullets With Butterfly Wings”.

Amsteradio parodia o samba em seu disco “Fight For Your Right… to Samba” e renega comparações com Los Hermanos

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A Amsteradio veio do Rio de Janeiro, fez PUC, cria letras em português e cita Weezer entre suas experiências, mas não ouse compará-los ao Los Hermanos. “Dois terços da banda detesta eles”, disse o vocalista Gabriel Franco. Com letras divertidas e cutucadas certeiras na enxurrada de bandas que vieram surfando na onda dos barbudos cariocas, o Amsteradio apresenta seu rock cheio de influências de britpop, shoegaze e rock alternativo dos anos 90 em “Fight For Your Right… To Samba”, lançado em junho de 2014, e em seu recém-lançado novo single, “Pedante Bounce”.

A banda é formada por Gabriel Franco (guitarra e voz), Igor Duarte (baixo) e Antonio Cheskis (bateria) e está na ativa desde 2010. Conversei com Gabriel sobre a carreira da banda, Los Hermanos (só pra irritar) e rock em português:

– Como a banda começou?

A banda começou no final de 2010 quando estávamos na escola ainda. Eram 3 integrantes, Eu na guitarra (Gabriel), Antonio Cheskis na bateria e o Pedro Motta no baixo. Depois o Motta virou o segundo guitarrista e o Igor Duarte entrou no baixo. Lá pelo final de 2011 o Motta saiu e ficamos como um trio até então, e aí sim começamos a compor mais até que em 2012 gravamos e lançamos o primeiro EP (“Sino ou Pilotis”).

– Como surgiu o nome Amsteradio?

O nome surgiu de um grupo em que os nossos amigos usavam pra compartilhar música no Facebook. O nome que a gente usava antes era “POW!”, porque queríamos algo que remetesse a power pop, mas acabou que ninguém curtia o nome e alguém sugeriu Amsteradio. Não que Amsteradio seja um nome muito melhor (risos). Mas acabou ficando e é fácil de achar a gente no Google, se você souber como escreve o nome certo (esse é mais um problema).

– Quais são as principais influências musicais da banda?

Variaram um bocado ao longo do tempo de existência da banda. Mas algo que a gente ouvia desde o colégio e que todos os integrantes sempre gostaram é Libertines e Weezer. Acho que do que temos gravado até agora, essas duas as duas principais referências. Uma banda daqui do Rio, chamada Los Bife, também foi bem importante como inspiração, principalmente na parte do humor nas letras e aquela coisa toda. Depois começamos a diversificar mais nas influências, no disco acho que já entrou umas coisas mais surf rock, aquele reverb na guitarra e tal. Quanto às letras, eu sempre gostei daquele negócio cheio de referências e bem cotidiano, como essas músicas são antigas e muitas foram feitas entre 2011 e 2013, ainda têm muito daquela temática adolescente, e aí entram todos aqueles que serviram de inspiração, como o primeiro disco do Violent Femmes, o “Pinkerton” do Weezer e o primeiro dos Arctic Monkeys. Pras coisas novas eu acho que a gente tem assimilado algo dos anos 90, mais pro lado do Pavement ou sei lá, talvez um pouco de shoegaze também.

– As matérias que vi sobre a banda citam muito o Los Hermanos quando vão falar de vocês. Vocês foram influenciados por eles?

Poxa, sinceramente a gente não ouviu muito isso não. Inclusive, dois terços da banda detestam bastante Los Hermanos. Pessoalmente, acho que se a gente tirou algo deles foi do primeiro CD, que é bem diferente do resto. Acho que a gente ficou bem cansado da estética toda dos Los Hermanos e das bandas dos nossos conhecidos que vieram depois e resolveram adotar essa estética do brasileirismo e das melodias arrastadas. Inclusive as faixas que dão nome ao nosso disco, as “Samba Part.1” e “Samba Part.2” são paródias de uma banda dessas “pós-Los Hermanos”, a gente tá fingindo tocar e cantar como uma dessas bandas e dá uma zoada nelas na letra.

Talvez quem fale que lembra Los Hermanos é apenas pelo fato de sermos cariocas, estudarmos na PUC e aquela coisa, mas isso é meio preguiçoso de se comparar, porque sinceramente quem conhece bem Los Hermanos e conhece bem nossa banda, saca que não tem muito a ver não (risos).

– Como é o processo de composição de vocês?

Normalmente eu faço um esboço da música e letra em casa e no ensaio a gente termina, com todo mundo opinando e criando sua parte até chegar no resultado final e a gente ficar satisfeito.

– As letras bem-humoradas saem naturalmente ou vocês já compõem buscando que as músicas sejam dessa forma?

O tal do humor nas letras começou com a fato de que quando formamos a banda, queríamos fazer algo que nossos amigos próximos da escola pudessem curtir e achar divertido. Daí entram aquelas referências e os arquétipos da Menina Indie, do maconheiro que termina a noite no Fornalha, as saídas por Botafogo, o bairro que a gente frequenta, e por aí vai. As pessoas riem porque se identificam e já viveram algo parecido com aquilo, até porque as coisas que a gente relatou em sua maioria aconteceram de verdade. Acho que o humor sai naturalmente, até porque se a gente quiser compor uma coisa mais triste, vai sair tão natural quanto, porque eu escrevo sobre o que eu acho relevante no momento, a gente nunca se considerou uma banda de “rock comédia”, longe disso na verdade. Nos próximos lançamentos não vai ter tanto bom-humor assim, pode ser que haja ainda uma certa ironia nas letras, mas acho que está mais perto de um mau-humor do que de um bom-humor.

– O trocadilho com Beastie Boys no título “Fight For Your Right… to Samba” é incrível.

Então, existe essa música dos Beastie Boys chamada “Fight For Your Right (To Party)” que parodia os grupos de hair metal na época. Houve um grande mal entendido com ela e acabou que o próprio público que eles estavam zoando curtiu a música, transformou ela num hino, e não entendeu a paródia. A gente tentou fazer algo parecido, só que com o tal do “indie-sambinha”, esse negócio, muito frequente por aqui no Rio de que você tem que colocar brasileirismo em tudo pra ser relevante. Aí nossos conhecidos metem uma escaleta, e um pandeiro no meio de uma música que não tem nada a ver só pra soar mais brasileiro. A gente achou que essa parada tava saturada demais e tava começando a ficar muito farofa, e resolvemos dar uma gastada neles. Aí criamos a música “Samba Part.1” em que a gente simula tocar igual a uma banda desses conhecidos e brincamos com a atitude deles na letra. Em “Samba Part. 2” vem o verso que dá nome ao cd: “Fight For Your Right (TO SAMBA)”. É a mesma ideia que os Beastie Boys tiveram na época de zoar seus contemporâneos ou assim como o Blur fez em “Song 2” parodiando o grunge. Eu tava ciente de que muita gente poderia não pegar a piada, e muita gente não pegou, mas essa que é a graça, porque nego ouve a “Samba Part 1” sem prestar atenção, ou não ouve o álbum todo, o que é super normal, e não saca que a gente na verdade tá gastando quem curte indie-sambinha.

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– Se vocês pudessem fazer QUALQUER cover, qual seria?

Eu queria tocar qualquer coisa do Pavement (risos). Mas acho que se for pra pegar algo que a banda toda curta, a gente tocaria alguma menos óbvia no Norvanão ou do Sonic Youth, Weezer antigo, ou sei lá.

– Parece que hoje em dia poucas bandas de rock novas estão cantando em português. Porque isso ocorre?

O português soa meio estranho aos ouvidos às vezes. Nem todas as melodias ficam boas de verdade em português e muita coisa que você escreve pode soar meio ridícula. Tem que se tomar mais cuidado ao escrever em português e aí muita gente acaba cantando em Inglês porque realmente é mais confortável. Outro motivo é que hoje, com internet, se você cantar em inglês pode atingir um público mais amplo, e aí é com cada um, se a banda busca isso, tudo bem também. Eu tinha mais problema com banda brasileira que cantava em inglês há uns anos atrás, mas deixei isso de lado, tem muita coisa interessante por aí, é besteira ficar com preconceito por isso.

– O rock pode voltar ao topo das paradas no Brasil?

Hoje o mercado é dominado por sertanejo universitário e o funk. Acho que o Rock vai ficando cada vez mais de nicho. Não creio que vá atingir um público tão grande quanto o sertanejo e funk tão cedo, e sinceramente as bandas de “Rock” e estão assinando com as gravadoras maiores tipo Banda Malta, Suricato e essas coisas, a gente acha um saco.

Mas é por aí, é um público de nicho e é limitado. Mas mesmo que não volte a ser algo super relevante como nos anos 80, ainda tem muita coisa boa, tipo Apanhador Só e O Terno, eu consigo ver alguma dessas duas com algum single que possa atingir mais gente algum dia.

– Quais são as maiores dificuldades de ser uma banda independente?

Tem que gastar muito dinheiro, tudo é caro pra caramba. Acho que esse é o principal problema (risos).

– Vocês estão em turnê atualmente?

Atualmente não, mas depois que lançarmos nosso próximo material, queremos ir pra São Paulo inicialmente e aonde mais for possível. Tem uma boa galerinha de internet ouvindo a gente por aí e dá muita vontade de fazer show pra esse pessoal.

– Quais são os próximos passos da Amsteradio?

Terminar o nosso single duplo novo e fazer um clipe pra ele. Vai ser um clipe duplo, tipo um curta pra essas duas músicas que se ligam. Tá meio diferente e mais viagem. A primeira música inédita é uma versão mais dream pop e mais triste do Amsteradio antigo, e a segunda é um shoegaze bizarro.

Ouça mais do Amsteradio aqui:

O que andei ouvindo – 17 a 23/03

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https://twitter.com/joaopedroramos/status/579967540228669440

De La Soul – Ouvi bastante o “3 Feet High and Rising”. O que eu mais me perguntei enquanto ouvia foi “porque diabos não ouvi isso antes?” Na verdade, o moleque de 13 anos fã dos Beastie Boys que eu fui deveria ter colocado as mãos neste grande disco de 1989, pra fazer par com o “Licensed to Ill” que não saía do toca-discos. Bom, antes tarde do que nunca.

Dinosaur Jr. – O disco que eu ouvi foi o “Bug”, de 1988. É, essa semana eu fiquei bem ouvindo as coisas lançadas lá no finzinho dos anos 80. Pra juntar com um fato atual que tá em alta, esse disco contém “Freak Scene”, música o Blink-182 coverizou em uma de suas primeiras demos (e hoje a banda tá desmantelando, ou pelo menos o Tom Delonge está). Ah, “Bug” tá na lista dos “1001 Discos Pra Ouvir Antes de Morrer“, como muitos outros que ouvi ultimamente.

Jane’s Addiction – YEAH! Poxa, fazia tempo que eu não ouvia o “Ritual de Lo Habitual”, que é um dos melhores discos da banda (junto com o “Nothing’s Shocking”). Mas acho que o “Ritual” vence, especialmente por causa de duas músicas: a abertura pé na porta “Stop” e o mega hit “Been Caught Stealing”.

Músicas que você nunca desconfiou que eram apenas versões em português… mas são!

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16951402Pois é. Depois que fiz aquele post mostrando músicas que você não sabia que eram covers (algumas surpreendem até ao maior fã de música, como “Hey Joe”), continuei pesquisando. Ainda tenho algumas para publicar, mas este garimpo levou a uma nova ótica: não apenas covers, mas versões em outras línguas. E daí comecei a encontrar diversas músicas brasileiras que achei que era originais e na verdade são apenas versões.

Listei 20 das mais surpreendentes canções em português que eu realmente achei que fossem originais, mas são versões de músicas em espanhol, inglês, italiano, sueco e até RUSSO! Aposto que você também não sabia de algumas dessas:

– “Qualquer Jeito (Não Está Sendo Fácil), de Kátia (a cega) é versão de “It Should Have Been Easy”, de Bob McDill

https://www.youtube.com/watch?v=LSkg2hUIqec

Pra começar com o pé na porta, o sucesso “Qualquer Jeito”, também conhecida como “Não Está Sendo Fácil”, é uma versão de “It Should Have Been Easy”, do americano Bob McDill. Pra melhorar: a versão em português foi feita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos especialmente para Kátia!

– “Não Se Vá”, de Jane e Herondy, é versão de “Du Gehst Fort”, de Adam & Eve

Essa aqui é praticamente uma versão brasileira literal do vídeo, se você reparar. O casal, as expressões, tudo.

– “Quatro Semanas de Amor”, de Luan e Vanessa, é versão de “Sealed With a Kiss”, de Peter Udell e Gary Geld

A dupla fez uma música que dominou o mundo. “Sealed With a Kiss” recebeu diversas covers desde seu primeiro lançamento, em 1960, pelos The Four Voices. São mais de 20 versões, entre elas a de Luan e Vanessa, que fez muito sucesso no Brasil, em 1990.

– “Eva”, do Rádio Táxi, é versão de “Eva”, de Umberto Tozzi

A pequena Eva do Rádio Táxi, que depois foi regravada com grande sucesso pela Banda Eva de Ivete Sangalo… bem, a pequena Eva é uma ragazza italiana escrita por Umberto Tozzi em 1982!

– “Lobo Mau”, de Roberto Carlos, é versão de “The Wanderer, de Dion and The Belmonts

Tá, grande parte das músicas da chamada Jovem Guarda eram versões de músicas internacionais, especialmente do rock inglês que despontava no começo dos anos 60. “Lobo Mau”, no caso, é uma versão de “The Wanderer”.

– “Meu Sangue Ferve Por Você”, de Sidney Magal, é versão de “Oh Cuanto Te Amo”, de Sabu

Lembra desse clipe em que Sidney Magal canta um de seus maiores sucessos e está a cara de Paul Stanley nos anos 80? Então, o grande sucesso de Magal não é dele. É uma versão do argentino Sabu.

– “Charlie Brown”, de Benito di Paula, é versão de “Charlie Brown”, de Birgitta Wollgård & Salut

Quem diria que o amigo Charlie Brown de Benito di Paula e seu sambão jóia vinha direto da Suécia, hein? Birgitta Wollgård & Salut falaram do dono do Snoopy em 1972 em uma versão mais ~animadinha~ que a do bigodudo brasileiro. (*correção: o amigo Ricardo Schott me avisou que a versão original é do Benito, e os suecos que fizeram uma versão. Então nesse caso é ao contrário!)

– “Vou de Táxi”, da Angélica, é versão de “Joe Le Taxi”, de Vanessa Paradis

Pela janela do quarto, Angélica ouvia a buzina de Vanessa Paradis, que gravou “Joe Le Táxi” em francês em 1987. Aliás, a original fala do taxista Joe, que trabalha pelas ruas de Paris. Ah, e é incrível ver como encaixaram o “cê sabe” na versão da loira do Clube da Criança.

– “Catedral”, de Zélia Duncan, é versão de “Cathedral Song”, de Tanita Tikaram

“Cathedral Song”, de Tanita Tikaram, saiu em 1989 e ganhou uma versão de muito sucesso feita por Zélia Duncan em 1994. Ah, e um álbum solo de Renato Russo unia ele cantando “Cathedral Song” com a versão de Duncan.

– “A Dor Desse Amor”, do KLB, é versão de “A Puro Dolor”, de Son By Four

Ah, vai dizer que você achava que o “vida, devolva minhas fantasias” do KLB era criação deles próprios? Ah, vá. A música é uma versão da boy band que não fez lá muito sucesso Son By Four.

– “O Amor e Poder”, de Rosana, é versão de “The Power Of Love”, de Jennifer Rush

A música que embalada o personagem Reginaldo da novela Fogo no Rabo da TV Pirata não é de Rosana. Pois é. Mas posso dizer? A versão brasileira é muito mais legal que a original de Jennifer Rush.

– “Quem de Nós Dois”, de Ana Carolina, é versão de “La Mia Storia Tra Le Dita”, de Gianluca Grignani

Cada vez que Ana Carolina foge, ela se aproxima mais de Gianluca Grignani, o autor italiano gatinho de “La Mia Storia Tra Le Dita”, que inspirou “Quem de Nós Dois”, um dos maiores sucessos da cantora.

– “Bem Que Se Quis”, de Marisa Monte, é versão de “E Po’ Che Fa”, de Pino Daniele

Eita, Itália! É de lá que vem um dos primeiros e maiores sucessos de Marisa Monte, que pegou a original de Pino Daniele, desacelerou e deixou com um embalo mais lento…

– “Fascinação”, de Elis Regina, é versão de “Fascination”, de Fermo Dante Marchetti

https://www.youtube.com/watch?v=k4flroOyPYI

Eu não imaginaria que essa incrível música de Elis Regina não era originalmente cantada por ela. Pois é, essa vem diretamente de 1904, quando era uma valsa sem letra criada por Fermo Dante Marchetti. A letra veio em 1905 por  Maurice de Féraudy, e a versão em inglês em por Dick Manning.

– “Ela Não Está Aqui”, do KLB, é versão de “I’d Love You To Want Me”, de Lobo

KLB de novo? Sim, KLB de novo. Kiko, Leandro e Bruno tiraram “Ela Não Está Aqui” de “I’d Love You To Want Me” de Lobo, que tem um penteado bem bacana.

– “Trac Trac”, dos Paralamas do Sucesso, é versão de “Track Track”, de Fito Paéz

Os Paralamas gravaram uma versão de seu amigo argentino Fito Paéz em 1991, no disco “Os Grãos”.

– “Chorando Se Foi”, do Kaoma, é versão de “Llorando Se Fue”, dos Kjarkas

Sim, a música que foi o grande sucesso da moda da lambada no Brasil e no mundo é uma versão. A versão dos Kjarkas não tem muito a ver com o que o Kaoma fez, sendo bem enraizada na Bolívia, terra natal da banda.

– “Borbulhas de Amor”, de Fagner, é versão de “Burbujas de Amor”, de Juan Luis Guerra

https://www.youtube.com/watch?v=d0D3Y4MQBbI

O bolerão de Fagner passando a noite em claro dentro de ti é uma versão de Juan Luis Guerra. Meio parecidona, se formos ver, quase uma tradução literal, fora um “ai ai ai ai ai ai ai” que a original tinha e Fagner tesourou.

– “Ritmo de Festa”, de Sílvio Santos, é versão de “Ritmo de La Noche”, do The Sacados

As listas de covers e versões sempre vão terminar com Sílvio Santos? Não sei. Mas, novamente, Senor Abravanel aparece com seu maior hit nos anos 90, uma versão da banda de dance music The Sacados (hehehe), de 1990.

“Don’t Phunk With My Heart”, do Black Eyed Peas, veio diretamente da… Índia? Sim, de Bollywood!

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black-eyed-peasLembram de quando o Black Eyed Peas era uma bandinha pop até que simpática e divertidinha? Nessa época saiu o arrasa-quarteirão “Don’t Phunk With My Heart”, do disco “Monkey Business” (2006) que tocava em TODAS as festas do mundo, em TODAS as baladas, em toda esquina por onde se passava. Fergie era musa, Will.I.am e os outros dois caras (Apl. de Ap e Taboo) que fazem figuração na banda também estavam por lá, fazendo seus versos.

Bom, se eu te contasse que essa música contém dois samples de música indiana, sendo que um deles mostra que a música é praticamente uma versão traduzida? Pois é.

A introdução da música saiu de “Yeh Mera Dil Pyar Ka Diwana”, de Asha Bhosle, música que saiu da trilha de um filme de Bollywood chamado “Don”, de 1978:

A segunda música sampleada, que é a base para o sucesso do BEP, é “Aye Naujawan Hai Sab Kuchch Yahan”, tambem de Asha Bhosle, trilha de outro filme de Bollywood, “Aprahd”, de 1972. Vale a pena ouvir!

Canal do Youtube coloca personagens da turma do Charlie Brown para interpretar clássicos do rock

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tumblr_nhkxjhUexD1rvn6njo1_500Garren Lazar possui um canal no Youtube que ele diz ser de “variedades” na descrição, mas uma série de vídeos em especial chama a atenção: o cara criou várias montagens com os personagens das tirinhas Peanuts, de Charles Schultz, para interpretar classic rock.

Ou seja: dá pra ver Charlie Brown, Snoopy, Linus, Patty Pimentinha e cia. cantando músicas de Led Zeppelin, Pink Floyd, Foreigner, Styx, Iron Maiden, Lynyrd Skynyrd e Foghat, entre muitos outros. Dá o play aí e dance como a turminha do Charlie Brown. Que puxa!

Para ver todos os vídeos, acesse o canal de Garren Lazar: https://www.youtube.com/channel/UC1FPa0jOZZj9Uwi6zUyUo6w/featured

Titãs lançam clipe com animação de Angeli para “República dos Bananas”

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Os Titãs acabam de lançar em seu canal do YouTube o clipe de “República dos Bananas”, segundo single do disco “Nheengatu” (2014).

A música, cantada por Branco Mello, ganhou um clipe de animação de Angeli, também co-autora da música junto com Mello e Hugo Possolo, da Cia. Parlapatões. Aliás, a letra tem muito da série de tiras de mesmo nome publicadas há alguns anos por Angeli na Folha de S. Paulo, mostrando diversas pessoas e suas particularidades.

Assista o clipe aqui:

Londrinos do Oh! Gunquit não deixam pedra sobre pedra em seu primeiro disco de ‘rumble pop’, “Eat Yuppies and Dance”

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unnamedO quinteto Oh! Gunquit define o som da banda em seu release como ‘rumble-bop trash blitz freak-a-billy’. Acho que talvez esta seja mesmo a melhor forma de descrever o barulho dos londrinos: é algo como se você colocasse o Cramps, o B-52’s, R&B dos anos 60 e um pouco de surf music cheia de monstros numa coqueteleira e chacoalhasse por alguns minutos.

A banda acaba de lançar seu primeiro disco “Eat Yuppies and Dance” pelo selo londrino especializado em garage rock Dirty Water Records. A banda está fazendo uma tour promovendo o disco, e já teve inclusive a presença ilustre de Adam Ant invadindo o palco de uma de suas apresentações. O álbum dos rockers ingleses foi gravado de forma analógica no Gizzard Studio no Leste de Londres.

Conversei com Tina e Simon, o duo que encabeça a banda, sobre sua trajetória, os Cramps e o tal “rumble-pop”:

– Como a banda começou?

O Oh! Gunquit começou em 2010. Nós (Tina e Simon) éramos vizinhos nos conhecemos em uma noite doida em que dançamos até amanhecer no porão deum pub do norte de Londres em uma casa noturna chamada Nitty Gritty e decidimos formar uma banda influenciada por garage punk, surf e o R&B dos anos 60.

– Como surgiu o nome Oh! Gunquit?

Nosso nome veio em parte de uma cidade no Maine, nos Estados Unidos, que tem sido uma colônia de artistas desde 1800, nomeada pela tribo de índios americanos Abenaki – gostamos de como o nome se parece com a ideia de todas as armas parando.

– Podem definir o “rumble-pop” de seu som?

Nós chamamos de “rumble-bop” porque isso mais ou menos representa os muitos estilos musicais que gostamos e misturamos e sacudimos até que entre em erupção como uma briga de gangues adolescentes com diversão em vez de violência!

unnamed2– Quais são suas principais influências?

Principalmente os renegados musicais, aberrações e renegados desde o final dos anos 50 até o punk dos 70 como The Fugs, Bo Diddley, B-52’s do começo, Fela Kuti, The Kinks, The Sonics, X-Ray Specs, The Monks, além de tanto outros artistas da época, surf music esquisistas dos anos 60, afrobeat dos 70s, garage psych nuggets, discos crus e selvagens de R&B… Nós pegamos ideias de músicas que descobrimos mais do que de bandas específicas, eu acho.

– Eu percebi que sinto algo meio “Crampsy” em suas músicas. A banda de Lux Interior e Poison Ivy é influência para vocês?

Sim, nós amamos os Cramps! Além de serem uma grande banda, eles eram verdadeiros amantes e colecionadores de música que ajudaram a trazermuita música underground que não havia sido descoberta para um público maior. Além disso, eles tinham um estilo único de rock’n’roll  e seu show na Napa State Mental institute é um dos melhores shows de todos os tempos!

– Como o som da banda evoluiu desde que começaram?

Começamos como um trio de bateria, guitarra e vocais. Depois adotamos o saxofone e algumas mudanças de formação (alguns bateristas!). Acrescentamos baixo, trompete e em alguns momentos, órgão. Nosso som ficou maior e mais cheio agora com nossa formação de 5 pessoas. Continuamos sendo flexíveis e constantemente tentamos novos sons e estilos para manter as coisas frescas e divertidas mas sempre com a atitude Oh! Gunquit!


– Vocês acabaram de lançar seu primeiro disco, certo?

Sim, nosso primeiro disco, “Eat Yuppies & Dance” acabou de sair pelo selo underground de garage-rock Dirty Water Records. Espero que gostem!

A capa de "Eat Yuppies and Dance"
A capa de “Eat Yuppies and Dance”

– E como é o processo criativo da banda?

Geralmente Simon (guitarra/vocais) aparece com um riff solto e Tina (vocal/trompete) trabalha na melodia e outras partes. Depois disso a gente pega o esqueleto da música e leva para o ensaio com o resto da banda, Alex, Kieran e VeeVee, e batemos nela até ganhar forma. Ouvimos de novo para ver o que funciona e o que não funciona e fazemos esse processo novamente até termos algo que gostemos e que faça nossos ossos se mexerem.

– Onde vocês veem a banda em 10 anos?

Continuaremos fazendo música que é exótica e excitante, que tenha energia, coragem e que continue surpreendendo a nós e ao público. Também gostaríamos de continuar na Gold Pony e continuar tocando ótimos shows no maior número de lugar possível!

– Que novas bandas chamaram a atenção de vocês ultimamente?

Aqui em Londres nós amamos o Fat White Family, Slaves, Phobophobes e PINS, e da Europa The Mentalettes, King Khan & The Shrines e The Jackets são grandes bandas pra se ver ao vivo.

– Podemos esperar uma visita do Oh! Gunquit no Brasil em breve?

Adoraríamos! Ainda não temos nada marcado, mas vamos ver a repercussão do disco novo!

Ouça mais do ‘rumble-bop trash blitz freak-a-billy’ do Oh! Gunquit no Soundcloud e no BandCamp: